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Capítulo LXXIV O PRIMEIRO DIA DA SEMANA Madalena: Ei, Susana... levante...! Susana: Já vou, já vou... Madalena: Salomé! Salomé: Psst! Não faça barulho, madalena, desse jeito você vai acordar os homens... Madalena: Bah, não se preocupe, esses aí não se mexem nem com um terremoto... Veja como estão, dormindo tão tranqüilos... Marcos: Ahumm... quem disse que os homens estão dormindo...? Salomé: Marcos, o que você faz de pé tão cedo? Marcos: Isso é o que pergunto a vocês... As estrelas ainda estão de fora... Há tempo de darem outra cochilada... Salomé: É que precisamos ir ao sepulcro lavar o corpo e terminar de amortalhá-lo. Marcos: Mas, Pedro não disse que regressavam hoje mesmo à Galiléia e que queriam sair bem cedinho? Madalena: Foi por isso que madrugamos tanto. Salomé: Escute, Marcos, quando acordarem, diga-lhes para irem recolhendo a tralha para a caminhada... Nós voltaremos logo... Está tudo aí? Susana: Aqui está a mirra e os perfumes... Toalhas, lençóis limpos... Madalena: Ei, Susana, onde está dona Maria? Marcos: Ela se levantou antes de vocês. Eu a vi sair faz uns minutos... Salomé: E aonde foi? Marcos: Para ser sincero, não perguntei... Susana: Aonde iria Maria a não ser ao sepulcro para chorar... Ai, meu Deus, quanto está sofrendo essa pobrezinha...! Salomé: Vamos, Susana, senão vai ficar tarde... não percamos mais tempo... No primeiro dia da semana, quando ainda estava escuro, minha mãe Salomé, Susana e a madalena, saíram com pressa levando perfumes usados para ungir os mortos. Queriam terminar de lavar e embalsamar o corpo de Jesus. Na sexta-feira não tiveram tempo de fazê-lo e no sábado, por ser dia de descanso estava proibido... Susana: Devíamos ter pedido para o Marcos nos acompanhar... Ou ter acordado algum dos homens... Salomé: Para quê, Susana...? Susana: Para rolar a pedra... Nós não temos força para empurrá-la... As vielas de Jerusalém estavam desertas... O sol ainda não aparecera e os moradores da cidade de Davi, depois da grande festa do sábado, dormiam à solta... As mulheres atravessaram o bairro de Sião, saíram para fora das muralhas pela porta do Ângulo, e foram andando pelo caminho de areia que leva ao Gólgota... Susana: Isso tudo parece mentira... Salomé: Está tudo acabado, Susana. Tudo acabado. Resignação e nada mais... Madalena: Eu nunca me resignarei... nunca! Ele era quem eu mais amava nesta vida... como vou me resignar enquanto os vermes o comem? Salomé: Vamos, madalena, menina, sossegue... Claro que você se resignará... Não tem outro remédio... Venha, vamos indo... Ladearam o Gólgota, semeado de paus negros e ensangüentados, onde dois dias antes haviam derramado tantas lágrimas... Atrás da macabra colina, junto às valas comuns, havia algumas grutas. Entre elas, a de José de Arimatéia, que havia servido de sepulcro para enterrar Jesus... Susana: Será que não é esta, Salomé...? Salomé: Não, é aquela mais ali na frente... Venham... Caramba! Madalena: O que foi...? Salomé: Ou eu estou vendo mal ou a pedra foi rodada... Susana: Eu não disse? Só pode ser a Maria que chegou antes de nós... Madalena: Mas então quem a ajudou a rolar a pedra? As três mulheres se aproximaram da entrada da gruta... A pedra, redonda e fria, estava afastada para um lado... Susana: Maria!... Você está aí em baixo, não é, Maria! Madalena: Ninguém responde... Salomé: Deve estar chorando junto ao corpo... A pobrezinha ficou tão destroçada... Susana: Não é para menos... seu único filho... e acabar assim... Quando eu penso nisso... Ai, que desgraça tão grande, que desgraça...! Salomé: Susana, pelo amor de Deus, não comece outra vez... E nem você, madalena... O que passou, passou e não adianta ficar voltando ao assunto... Venham, vamos descer, consolar Maria um pouco... e depois pôr mãos à obra... Madalena: Não, não, eu não consigo entrar, eu não posso tornar a vê-lo... Salomé: Madalena, menina, é preciso ser forte... Temos que cumprir com este último dever. Jesus fez tanto por nós... Merece que, pelo menos, o enterrem bem... Vamos, segure a lâmpada e vamos entrar... Acenderam uma lâmpada de azeite. Com as túnicas arregaçadas e agachando-se para não tropeçar, foram descendo pelos estreitos e úmidos degraus até o fundo da gruta... Susana: Maria!... Vejam, Maria não está aqui... Salomé: Como não? Madalena: Ai!... Ai, pelo Deus bendito, vejam...! A madalena aproximou a lâmpada da laje de pedra onde na sexta-feira, antes do pôr-do-sol, elas mesmas haviam deixado o cadáver de Jesus envolto apressadamente em uns lençóis... Salomé: Mas, onde ele está...? Ilumine bem, madalena! Madalena: Não está aqui!!... Vejam!... Foi roubado!... Maldição, ele foi roubado! Susana: Mas, será possível que neste país nem os mortos podem descansar: Madalena: Ai, caramba, ai meu Deus, ai grande poder de Deus e grande desgraça do homem, ai! Salomé: Fique calma, madalena, menina! Madalena: Mas, como vou ficar calma? Foi levado daqui e não sei onde o puseram! Susana: Quem será que fez esta maldade? Quem será que quis nos prejudicar? Salomé: Só pode ter sido os soldados de Pilatos que profanaram o túmulo, o tiraram daqui e o jogaram na vala comum, como a um cachorro!... Foi isso que aconteceu... Susana: Não pode ser, Salomé. Foi o próprio Pilatos que deu a permissão para enterrá-lo aqui! Salomé: Pois então foi Caifás e sua quadrilha que quererão pregá-lo novamente na cruz como escarmento aos peregrinos, para que o vejam pendurado quando saírem da cidade... Não é a primeira vez que fazem isso... Susana: Ai, que coisa mais horrível, parem com essa conversa! Estou com náuseas... Salomé: E eu sinto uns calafrios por trás... Vamos embora daqui... As três mulheres saíram correndo a toda pressa da gruta do sepulcro... Estavam pálidas, brancas como os lençóis que levavam nas mãos... Susana: Puff!... E agora, o que vamos fazer...? Salomé: Ir correndo para contar aos homens... Eles precisam saber... Madalena: Ai, eu não agüento mais, não agüento mais, ai, meu Deus que eu tenho uma tenaz aqui dentro do peito, ai! Susana: Pare com esses lamentos, madalena e vamos correndo avisar Pedro e os outros... Salomé: Deixe-a, Susana, deixe que chore... Venha, vamos só nós... E você, madalena, fique aqui com a mirra e os perfumes... Voltaremos daqui a pouco... Susana e Salomé voltaram correndo para a casa de Marcos, onde todos os do grupo estávamos escondidos desde sexta-feira... Maria, de Magdala, com a fronte encostada na pedra redonda do sepulcro, ficou chorando sem consolo... Susana: Marcos!... Pedro!... Acordem! Salomé: Levaram o corpo de Jesus e não sabemos onde está! Pedro: Fizeram o quê? Susana: Você está surdo, pedrada? Roubaram Jesus! Pedro: Mas isso não pode ser! Salomé: Pois pode sim! A gruta está vazia, a pedra, rodada! Tiago: João, Felipe, Natanael, tranquem as portas e fechem as janelas! Estamos em perigo! Marcos: E você, par de gritonas, alguém as viu chegar até aqui? Susana: Ai, meu filho, Marcos, eu não sei, não me angustiem mais! Tiago: Temos que ir o quanto antes para a Galiléia! Se nos pegam, vão nos pendurar num pau! Neste momento, bateram à porta... Pedro: Maldição! Fomos descobertos! Estamos perdidos! Madalena: Abram, abram, abram! Susana: Não seja covarde, Pedro! É a madalena, não está ouvindo? Vamos, abra logo a porta! Maria, de Magdala, entrou no sótão onde nos escondíamos, com as mãos na cabeça e os olhos estatelados... Madalena: Ai! Ai! Pedro: Mas, que diabos está acontecendo com você agora? Tiago: Fechem essa porta, caramba! Madalena: Ai! Ai! Susana: Mas, menina, pelos anjos do céu, fale logo, que eu já estou com o coração na boca... Tiago: Fale de uma vez, escandalosa! O que houve? Seguiram você? Madalena: Sim! Tiago: Seguiram você?!... Viu os soldados?... São de Pilatos?... Ou é a polícia de Herodes?... Maldição, fale!!... Quem seguiu você?! Salomé: Deixe que ela tome fôlego, Tiago... Não vê que ela está com a língua travada? Tiago: Pois que destrave logo. Fale, condenada, quem diabos você viu? Madalena: Ele! Pedro: Ele quem? Madalena: Ele! Pedro: Pelas barbas de Moisés, quem você viu?! Madalena: Jesus! Marcos: Como? Encontraram o cadáver? Madalena: Não! Eu o vi vivo! Todos: Quem? Madalena: Jesus! O moreno!... Acabo de vê-lo... Tiago: Mas, que disparate é esse que você está dizendo? Madalena: Acabo de falar com Jesus... Era ele... tenho certeza... Salomé: É bem o que eu venho dizendo, esta menina não comeu nada desde sexta-feira e... Madalena: Eu o vi com este par de olhos que agora estão vendo vocês! Susana: Claro que sim, minha filha, claro que sim... Venha, ande, tome um caldinho... Sossegue um pouco! Madalena: Era ele! Era Jesus!... Falei com ele agora mesmo... Pedro: Abane a coitada, Susana... Salomé: Pobrezinha, tem chorado muito... Susana: Aconteceu a mesma coisa com a tia Domitila quando o tio morreu... Deu um faniquito nela e falava até de noite... Venha, madalena, deite um pouco e descanse... Madalena: Não, não, não vou me deitar... Deixem-me contar-lhes o que aconteceu, caramba! Marcos: Isso, fale, fale, assim você se desengasga... Depois dormirá melhor... Susana: Vamos lá, minha filha, conte o que aconteceu... Madalena: Eu estava ali, junto da entrada da tumba quando vocês se foram, e chorava, chorava e já tinha os olhos feitos dois tomates de tanto chorar, depois ouvi uns passos atrás de mim, levantei a cabeça e me virei... Eu estava com tantas lágrimas que via tudo embaçado... Eu pensei que era aquele sujeito que cuida do lugar e lhe disse: “Escute, conterrâneo, se foi você que o levou, diga-me onde diabos o escondeu que eu vou procurá-lo”... E então... então...! Susana: O que aconteceu então, minha filha?! Madalena: Ele me disse: Maria!... Me chamou pelo meu nome, estão entendendo!... E eu fiquei espantada... Era ele! Tenho certeza! Quem mais poderia ser se falava como ele, se ria igual a ele...? Marcos: Vamos, Susana, dê-lhe um caldo ou prepare um emplastro para esfriar-lhe na moleira. Madalena: Não, não, vocês têm que acreditar em mim! Ele me disse: Maria! E eu lhe disse: Moreno!... E me atirei a seus pés! Marcos: E ele então falou: “solte-me que você está me fazendo cosquinhas”, não é mesmo? Madalena: Ele me disse: Corra, corra e avise meus irmãos, vocês, caramba! Diga-lhes para irem à Galiléia, eu os esperarei lá! E se ficarem por aqui, também! Eles me verão logo. Tiago: Resultado: o guarda do cemitério pregou um belo susto nesta rameirinha! Madalena: Não, não. Eu o vi. Falei com Jesus antes de vir para cá... Susana, Salomé, vocês foram comigo, vocês viram aquilo vazio, têm que acreditar em mim... Ai, olhem, aí está! Uma sombra passou rapidamente pela clarabóia do sótão. Todos nos sobressaltamos e a madalena correu a abrir a porta... Mas quem entrou foi Maria, a mãe de Jesus... Susana: Maria, até que enfim você chegou, caramba... Onde você se meteu? Maria não disse uma palavra. Ficou nos olhando com os olhos radiantes de alegria. Creio que em toda a minha vida, nunca vi um olhar tão feliz como aquele... Susana: Comadre Maria... o que acontece? De onde você vem? Maria! Com a boca aberta, sem nos movermos, todos estávamos pendurados nos lábios daquela camponesa, morena e baixinha, que era a mãe de Jesus... Então a madalena se aproximou dela, olhou-a muito, mergulhou em seus olhos negros, tão negros quanto o lenço de luto que lhe cobria a cabeça... Madalena: Dona Maria, você também o viu, não é mesmo? Não é mesmo...? Maria: Sim, sim, sim...! Eu o vi!... Eu vi meu filho! Eu o vi! Ainda havia estrelas no céu. Jerusalém ainda dormia guardada pelo olho redondo e branco da lua de Nisan... Ainda era noite, mas logo iria amanhecer. Desperta, desperta, levanta-te, Jerusalém! Tu que bebeste a taça da dor. Veja: Deus lhe tira esta taça das mãos, e já não tornarás a bebê-la. Desperta, desperta! Vista-te de roupas de festa, Jerusalém, Cidade Santa!... Sacode o pó, levanta-te, rompe as cadeias de teu pescoço! Levanta-te, Jerusalém, resplandece, que está chegando a tua luz e a glória do Senhor amanhece sobre ti! Toda a fé cristã se apóia em um fato que nos foi transmitido há dois mil anos por um grupo de amigos de Jesus: homens e mulheres ignorantes, camponeses, pescadores e artesãos, gente muito mal vista pelos “decentes”. Este grupinho de pobres foi passando de geração em geração a notícia: Jesus de Nazaré, que foi assassinado, Deus ressuscitou. Ele continua vivo, com uma vida que impulsiona a história para a frente. Por isso dizia Paulo no primeiro século às comunidades de base de Corinto que “se Cristo não ressuscitou toda nossa fé é vazia” (1 Cor 15, 12-24). Chegamos à fé na ressurreição de Jesus pelas palavras dos discípulos. Ela nos é transmitida através do evangelho. Também nos abrimos à fé na ressurreição pela experiência da comunidade cristã na qual homens e mulheres se querem bem, compartilham e trabalham pela justiça como Jesus, mostrando assim que ele continua vivo. Neste relato, todos os episódios correspondentes às narrações da ressurreição pretendem realçar este aspecto teológico importante. Por isso, a voz de Jesus não torna a ser ouvida. Só ouvimos o testemunho dos que o viram, dos que falaram com ele, dos que com ele comeram depois da ressurreição. A comunidade aparece, portanto, como a mediadora da nossa fé. Já não ouvimos Jesus nos episódios. São os discípulos que comunicam sua experiência. Tal como aconteceu há dois mil anos. Sobre esta transmissão de boca em boca de uma esperança comum que cria uma comunidade, estruturam-se os primeiros grupos cristãos. Sobre ela se assenta hoje a Igreja. Jesus não ressuscitou a si mesmo. A ressurreição não é um milagre que Jesus faz sobre seu próprio corpo para devolver-se a vida. Nas primeiras fórmulas cristãs se revela como devemos entender esta verdade da fé: “Deus ressuscitou Jesus e nós somos testemunhas” (At 3, 15). Na morte de Jesus assassinado pelo poder injusto, revela-se o pecado do mundo, que mata os inocentes. A ressurreição é a confirmação definitiva da libertação da morte anunciada por Jesus. Pela ressurreição, Deus mostra qual é o destino da história e faz de Jesus Senhor e Cristo (=Messias). A ressurreição é um fato histórico. Não é uma alucinação das mentes dos apóstolos e das mulheres, uma imaginação sua, o louco desejo de que Jesus continue vivo. Não, é um acontecimento realmente ocorrido na história. Mas a história não pode dar conta do fato diretamente, mas unicamente da experiência que aqueles homens e mulheres tiveram. A partir daquele domingo, eles experimentaram que Jesus estava vivo de uma forma definitiva. Não era um simples reviver, era uma vida indestrutível (Rm 6, 9). É para nós uma experiência difícil de compreender exatamente, mas não por isso menos certa. Esta experiência é demonstrada também historicamente, não só pelo testemunho de sua palavra, mas por sua vida. A partir da atitude que desde então foram tomando como comunidade. A vida dos primeiros cristãos – entre os quais estavam os discípulos – demonstra a ressurreição: superaram o medo, puseram em comum tudo o que tinham, continuaram a obra de Jesus, deram sua vida pela fé. Para os primeiros cristãos a tumba “vazia” significou que Jesus esteve realmente enterrado, que sua morte foi uma realidade. Daí toda a importância que deram em descrever detalhadamente como havia sido sepultado. A condenação de Jesus pelas autoridades de Israel fez os apóstolos duvidarem se Deus é justo e fiel como Jesus havia ensinado. Diferentemente de João Batista e de outros mártires judeus, Jesus não deu sua vida pela fé, nem pela crença no Deus de seus antepassados. Ele foi “condenado” por Deus (Dt 21, 23 e Gl 3,13). A intervenção Pascal de Deus muda todo o processo e confirma toda a pregação e atuação de Jesus. As expressões “apareceu a”, “deixou-se ver por” (1 Cor 15, 3) são as mesmas expressões formuladas no AT para anunciar a Teofania (Gn 12, 7; 17, 1). Por isso essas expressões já estão carregadas de uma intensa cristologia. Não devemos reduzir a ressurreição a uma série de visões de um fantasma revivido, que aparece e desaparece. Os relatos da ressurreição, acrescentados posteriormente ao texto evangélico, procuram mostrar de uma forma plástica, talvez pitoresca, sempre viva, em que consistia a fé dos discípulos quando testemunhavam a ressurreição. O mais primitivo desses relatos é a aparição às mulheres (o evangelho de João fala só de Madalena). Coerente com o restante do evangelho, também nesta hora “os últimos são os primeiros”. E é uma prostituta a primeira a experimentar que Jesus está vivo. Em Israel as mulheres não serviam como testemunhas nos julgamentos, pois eram tidas, sem mais, como mentirosas e embromadoras. E, no entanto, foi uma mulher a primeira a testemunhar a ressurreição. Uma mulher que, para cúmulo de tudo, era uma prostituta. A subversão de valores que caracteriza a vida e a missão de Jesus continua depois da Páscoa. A fé da Igreja que nasce se põe em marcha pelo testemunho apaixonado – e a princípio não crido – de uma mulher pertencente à mais baixa classe social. Embora os evangelhos não apresentem o momento em que a mãe de Jesus experimentou que seu filho estava vivo, a tradição considerou desde sempre que Maria teria sido a primeira a vê-lo e experimentá-lo ressuscitado da morte. E nela, talvez, mais que em ninguém, ressoaria o júbilo anunciado havia séculos pelos profetas quando intuíram o que Deus reservava para o futuro da história humana (Is 26, 19; 51, 17; 52, 1-2; 60, 1-2). (Mt 28, 1-10; Mc 16, 1-11; Lc 24, 1-11; Jo 20, 1-2 e 11-18)
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