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Capítulo LXVI A CEIA DE PÁSCOA Entardecia sobre Jerusalém. O sol terminava sua carreira, escondia-se agora entre os montes secos e amarelentos da Judéia. Logo apareceu no céu, redonda e silenciosa, a lua da Páscoa... Era dia 13 do mês de Nisan, quinta-feira, véspera da grande festa... Pedro: Ei, companheiros, está na hora! Minha sogra Rufa sempre diz que o cordeiro Pascal tem que ser comido entre duas luzes, entre o sol e a lua, para que se tenha uma boa digestão. Depressa, Natanael! Vamos, Tomé! João: É, vamos logo, porque na casa de Marcos as mulheres já devem estar desesperadas pensando que nos aconteceu algo de ruim. Felipe: As mulheres desesperadas e minhas tripas também!... Vamos andando! Tiago: Esperem um pouco... esperem um pouco!... Pedro: O que é agora, Tiago? Tiago: Não é nada, Pedro. Mas... não devemos ir todos juntos. É perigoso, a cidade está muito vigiada. Pedro: O cabelo-de-fogo tem razão. Melhor uns saírem por um lado e outros por outro. E você, Jesus, afunde-se no manto e não fale com ninguém. Estão dando sessenta siclos por seu pescoço, então fique ligado, desconfie até de sua sombra!... Vamos, vamos embora...! As ruas de Jerusalém, apesar da hora, estavam repletas de peregrinos que iam e vinham procurando pousada para dormir ou uma taberna para beber... Nós, em grupos de dois e três, atravessamos o casario de Ofel, bordejamos a fonte de Siloé e pegamos a rua Longa, que sobe até o bairro de Sião, onde morava Marcos, o amigo de Pedro... Jesus e eu íamos juntos... João: Escute, moreno preciso tratar de um assunto com você... Jesus: Fale, João... João: Moreno, está acontecendo algo esquisito por aqui. E a coisa é com Judas... Não sei, mas o iscariote não está jogando limpo... Na quarta-feira ele foi visto falando com Barrabás e outros do movimento. Foi visto também saindo da casa do chefe da guarda do Templo. Jesus: Como você sabe disso, João? João: Quem me disse foi um amigo meu que trabalha de empregado no palácio de Caifás. Jesus: Você está desconfiado de Judas? João: Estou. Jesus: Eu também, João. Mas não tenho certeza... Não posso crer que o iscariote nos passe a perna. João: Nem eu, Jesus... Mas tudo pode ser... Jesus: Os outros estão sabendo de alguma coisa? João: Acho que não. Pedro ainda não desconfiou de nada. Tiago, muito menos. Jesus: E o que vamos fazer, João? João: Preste atenção, moreno. Fique de olho em Judas. Não o perca de vista. Se o iscariote está aprontando alguma, não se esqueça de que eu o avisei! Pouco depois, chegamos à casa de Marcos. As mulheres haviam marcado a porta, conforme a antiga tradição, com o sangue do cordeiro pascal... Cruzamos o pequeno quintal cheio de barris de azeite e subimos pela escadaria de pedra até o andar de cima onde íamos cear naquela noite... Marcos: Puxa, até que enfim esses marotos mostram as orelhas! Está vendo, Maria, seu filho e todos os outros chegaram à minha casa sãos e salvos! Madalena: E sairão de sua casa mais sãos e mais salvos depois de fincarem os dentes no cordeirinho! Maria: Jesus, filho, você acha que estamos seguros aqui...? Jesus: Estamos, mamãe, não se preocupe. Ninguém nos viu entrar... Maria: Você traz preocupação nos olhos, Jesus. Eu o conheço como a palma da minha mão. Não me engane, filho... Jesus: Fique tranqüila, mamãe. Não vai acontecer nada de mau. Pedro: Vamos lá, dona Maria, deixe esse medo de lado e alegre esta cara, que isso é uma festa, caramba! Tiago: Isso mesmo, hoje é a Páscoa, a festa que nossos antepassados celebraram durante setenta gerações!... Temos que estar alegres! Madalena: E temos que preparar a mesa! Vamos lá, seus preguiçosos, mexam-se e dêem-nos uma mãozinha! Minha mãe, Salomé e a madalena estenderam sobre o piso de madeira várias esteiras de palha trançada. Como já estava escuro, Marcos acendeu os sete pavios do candelabro ritual e o pôs no centro da sala. Nós ajudamos as mulheres trazendo da cozinha as jarras de vinho, as tortas redondas de pão ázimo, as travessas de molho picante e as bacias repletas de salsa, agrião e outras ervas, temperadas com vinagre e sal... Marcos: Mais alguma coisa, companheiros? Jesus: Os bastões, Marcos. Que cada um pegue o seu. Nossos avós comeram assim a primeira páscoa, com pressa, porque iam a caminho da liberdade. Nós faremos a mesma coisa, mesmo que seja por um só momento. Formamos um círculo ao redor das esteiras. Nós, homens, empunhamos nossos bastões e levantamos o pé direito, como se estivéssemos prontos para partir para uma longa viagem. As mulheres se apoiavam no braço dos homens... Marcos: Vamos, Jesus, abençoe a comida. Jesus: Não, Marcos, você é o dono da casa, o pai de família. Marcos: Nem dono nem pai. Não é você que sempre diz que essa história já acabou?... Vamos lá, abençoe você... Felipe: Muito bem, muito bem, decidam-se, porque se demorarem mais acabarei desmaiando... Jesus abençoou a comida com as palavras antigas que durante tantas gerações nossos antepassados haviam repetido, as palavras que José, seu pai, lhe ensinou quando ainda era garoto lá em Nazaré... Jesus: Bendito seja, Senhor, nosso Deus, rei do mundo, que dás a Israel esta festa para alegria e memorial! Todos: Amém! Amém! Depois do primeiro salmo com que se inicia a ceia pascal, todos deixamos num canto os bastões, tiramos as sandálias e nos sentamos no chão, sobre os mantos, ao redor das esteiras de palha... Estávamos os treze, as mulheres e a família de Marcos, formando um grupo apertado. As pequenas chamas do candelabro, movidas pela brisa da noite, iluminavam nossos rostos... Marcos: E agora, para começar, um primeiro brinde, companheiros! Vamos, encham as jarras até à borda, que hoje o vinho corre por minha conta!... Levantem o copo da liberdade!... Viva Javé, o Deus de Israel! Todos: Viva! Viva! Tiago: E vivam nossos avós que lutaram contra a escravidão e saíram livres numa noite como a de hoje! Todos: Vivam! Vivam! Madalena: E nossas avós, caramba, elas também brigaram duro contra esse faraó sem-vergonha! Marcos: Muito vinho, muito brinde, mas estamos esquecendo algo muito importante. Ei, vocês, afastem-se e deixem um lugar para Elias, caso esta noite ele venha à nossa casa! Segundo a tradição de nossos conterrâneos, o profeta do Carmelo viria de noite, durante uma ceia pascal, avisar-nos da chegada do Messias. Por isso, as portas das casas nesse dia ficavam abertas e havia um lugar reservado em todas as mesas dos filhos de Israel, caso chegasse o profeta Elias, cansado e com fome, anunciando a grande notícia... Felipe: Elias pode vir à hora que quiser, mas que também venha o cordeiro, porque no ritmo que as coisas andam, minha barriga vai criar teias de aranha! Maria e Susana desceram a escadaria e, pouco depois, estavam de novo conosco, no andar de cima, trazendo uma grande bandeja com o cordeiro recém assado... Pedro: Viva o cordeiro pascal! João: E as mãos que o cozinharam! Madalena: Olhem bem primeiro, para não virem falar depois, não tem nenhum osso quebrado! Pedro: Vamos, rapazes, ao ataque! Não deixem de fora nem as patas! Marcos: Um momento, um momento!... Todas as mãos fora do prato. Primeiro temos de lavá-las, como está prescrito. Felipe: Deixe isso pra lá, Marcos, e comecemos a comer, estou com mais fome que a baleia de Jonas. Marcos: De jeito nenhum. Um dia é um dia. Pelo menos uma vez no ano este bando de piolhentos precisa comer limpo, caramba! Felipe: Está bem, então vamos às lavações... Ei, vocês, mulheres, onde estão os jarros de água? Madalena: Pelo que eu sei, você não é aleijado, Felipe... Pode muito bem ir buscá-los... Maria: E você também, Tiago, que está aí todo refestelado, enquanto sua mãe sobe e desce as escadas... Jesus: Eu vou, podem deixar... Jesus foi o primeiro que se levantou, desceu até à cozinha e trouxe um jarro cheio de água e uma toalha... Madalena: Venha, moreno, dê isso para mim, e vai sentar-se... Jesus: Não, Maria, deixe-me ajudar... Maria: Mas, filho, pelo amor de Deus, deixe disso... Susana e eu lhes lavaremos as mãos. Felipe: Aqui, dona Maria, mais do que as mãos terá que lavar também os pés, está uma catinga...! João: E ela está vindo do seu lado, Felipe! Então Jesus se aproximou de Felipe, amarrou a toalha na cintura e se agachou... Jesus: Venha cá, cabeção, ponha os pés sujos para cá... Felipe: O que é isso, Jesus, está me gozando...? Quando vimos Jesus lavando os pés de Felipe, começamos a rir. Pouco a pouco, nosso riso foi se transformando em assombro... Aquele serviço só era feito pelas mulheres ou pelos escravos... Jesus: Vamos, Pedro, que suas pantorrilhas também não estão cheirando a rosas! Pedro: Mas, está ficando louco, moreno?... Você vai lavar os meus pés? Jesus: Vou, Pedro. O que tem de mal? Pedro: Jesus, você é o chefe. E um chefe tem que se fazer respeitar. Jesus: Ah, é?... E quem disse isso, Pedro? Pedro: Quem disse... eu é que digo, caramba! Venha, levanta-se daí e deixe esse jarro... Jesus: Não, pedrada, aqui não há chefes nem senhores. Ninguém está acima de ninguém. E quem quiser ser o primeiro, que se ponha como último da fila. Portanto, estique os pés para cá... Pedro: Não, não e não. Eu disse que não. Jesus: Tudo bem, Pedro. Então, pelo que estou vendo, você não serve para o Reino. Pedro: O que você disse, moreno? Jesus: Que se você não meter na cachola que aqui todos somos iguais, você não serve para o nosso grupo. Melhor cair fora. Pedro: Espere, espere, Jesus. Se a coisa é assim... bem, então, jogue o jarro inteiro na minha cabeça para ver se meus miolos amolecem. Quando Jesus acabou de lavar os pés de todos, nos apertamos mais nas esteiras para poder alcançar a comida com as mãos... Pela clarabóia da pequena habitação entrava agora o resplendor da lua de Nisan... Marcos: Companheiros, bom proveito para todos! E começamos a comer o cordeiro, a molhar o pão ázimo e as verduras no molho vermelho e a levantar as jarras cheias de vinho em nome de Javé, o Deus de Israel. Pedro: O que foi, Jesus, está sem fome? Jesus: Não, Pedro, tenho fome, sim. E pressa também. Acreditem, companheiros, estava com muita vontade de comer esta Páscoa com todos vocês... porque esta será a última! Jesus, com as pernas cruzadas sobre a esteira, nos olhou a todos, um por um... Jesus: Sim, de verdade eu lhes digo, alegrem-se. Neste ano ainda somos escravos. No próximo ano seremos livres!... Amigos, antes que voltemos a nos reunir assim, como nesta noite, Deus terá feito sua obra por nós. Sim, hoje eu tenho certeza. O Reino de Deus está perto, muito perto, já não tarda!... Jesus pegou sua taça de vinho e a levantou no meio de todos... Jesus: Brindo pelo Reino de Deus! Companheiros, até aqui semeamos com lágrimas. Agora colheremos com alegria! Jesus bebeu primeiro e depois passou a taça para nós. Todos tomamos um pouco dela. Depois, levantou-se, pegou entre as mãos a taça vazia e a arrebentou contra o chão... Jesus: Vocês são testemunhas: não torno a provar uma gota de vinho até que chegue o Reino de Deus, até que o Senhor mude nossa sorte como o deserto muda com as chuvas, até que a terra se abra e brote a Justiça! Maria: Que Deus te ouça, filho! Mil e duzentos anos atrás, numa noite de pressa e de esperança, o Deus de Israel havia mudado a sorte de nosso povo. Noite de vigília foi aquela para Javé, quando tirou nossos pais da terra do Egito. Os avós contaram isso a seus netos e os netos, aos filhos, e de geração em geração a Páscoa tornava a ser noite de vigília para todos nós em honra de Javé, o Deus da liberdade... Depois do que aconteceu no Templo, e sabedor de um possível “passo em falso” de Judas, Jesus participou com grande tensão na celebração da ceia pascal. Durante aqueles dias, tinha vivido clandestinamente em Betânia, Jesus sabia que as autoridades haviam colocado sua cabeça a prêmio. Daí a enorme dramaticidade da ceia. Aquela celebração estava carregada de ressonâncias proféticas. Contando com a possibilidade de um final próximo, mas também esperando contra toda esperança que Deus o salvasse, Jesus celebrou sua última ceia pascal. Uma ampla calçada romana atravessava Jerusalém, comunicando o bairro de Ofel, onde se amontoavam os casebres dos pobres, com o bairro alto, no monte Sião, onde as construções eram melhores e onde muitos dos ricos tinham os seus palácios. Entre eles estavam o de Anás e o de Caifás. Não há certeza histórica sobre o lugar onde se celebrou a última ceia. Mas Jesus, para entrar em Jerusalém naquela tarde, ou para sair à noite da cidade, terminada a ceia, provavelmente passou por esta calçada. E não só naquele dia, mas talvez dezenas de vezes em suas várias visitas a Jerusalém. Um trecho desta larga rua conserva-se perfeitamente até hoje, com vários de seus amplos degraus perto do lugar em que a tradição fixa o Cenáculo. Esse trecho de rua é um dos poucos lugares que se conservam em Jerusalém exatamente como nos tempos de Jesus. Na época de Jesus, os judeus contavam o tempo diário fazendo coincidir o começo do dia não com a meia-noite ou o amanhecer como nós, mas com o pôr-do-sol. Ou, mais exatamente, com a aparição da primeira estrela no céu. A esta hora, ao iniciar-se o dia, começava a ceia pascal, que prolongava-se até muito tarde da noite. Existiam inclusive escritos em que se recomendava aos pais diversas distrações para manter as crianças acordadas, que deviam permanecer em vigília com os adultos aquela noite, a mais solene de todo o ano. Permanecer em vigília aquela noite era um importante gesto de fidelidade religiosa (Ex 12, 42). Muitos quadros e estampas nos fizeram imaginar a última ceia de uma forma que não corresponde com os costumes do tempo evangélico. Em primeiro lugar, pinta-se Jesus comendo só com os doze apóstolos, quando a tradição de Israel reunia naquela noite homens e mulheres igualmente.Tudo leva a supor que Jesus teria se reunido com os doze e com as mulheres que ordinariamente seguiam o grupo: Salomé, Susana, Madalena, sua mãe etc. Em segundo lugar, as imagens nos apresentam os apóstolos e Jesus sentados à mesa, como o fazemos hoje em dia. O mais provável é que os participantes daquela ceia comeram semi-recostados, no chão, sobre esteiras ou almofadas. Nos tempos mais primitivos, os israelitas comiam de cócoras. Mais tarde foi se impondo o costume de sentar-se à mesa ou de sentar-se no chão – quando eram muitos para comer – em torno dos alimentos. Mas na noite de Páscoa, uma vez sentados, o ritual obrigava a recostar-se. Estar reclinado era um símbolo de liberdade. “Enquanto os escravos têm o costume de comer de pé, na Páscoa é preciso que comamos recostados para manifestar que passamos do estado de escravidão para o da liberdade”, dizia uma disposição ritual da época. Especificava-se, inclusive, que até “os mais pobres de Israel” deviam fazer a refeição reclinados, porque Israel era um povo de homens livres. Neste episódio, Jesus e seus companheiros, antes de começar esta ceia de libertação, põem-se de pé – sinal da escravidão no Egito – com seus bastões nas mãos e suas sandálias calçadas. É uma lembrança das prescrições do Êxodo para quando os israelitas saíssem naquela noite do país do faraó (Ex 12, 11). São um símbolo da pressa daquela noite e do caminho que iriam empreender e que os levaria, pelo deserto, até à Terra Prometida. O vinho era um elemento básico na ceia pascal. Ordinariamente, na Palestina, não se comia com vinho. Muito menos os pobres. Mas nas ocasiões solenes, e especialmente na Páscoa, uma característica essencial era a abundância de vinho. Segundo o ritual, devia-se beber, no mínimo, quatro copos. Um dos costumes daquela noite era a espera de Elias, o mensageiro do Messias. Cada ano, o povo de Israel esperava naquela mesma noite a chegada do Messias e sua revelação definitiva como libertador do povo. Elias, que na tradição popular era o precursor do Messias, tinha em muitas casas lugar reservado na mesa do banquete pascal. Um antigo poema, que se chamava “As Quatro Noites”, cantava que sempre na noite da Páscoa aconteciam os fatos mais importantes da história: a criação do mundo, a aliança com Abraão, a libertação do Egito... Também o Messias – e este era o quarto acontecimento – chegaria numa noite como aquela. Para solenizar a refeição pascal, uma das prescrições era a da purificação pela água antes de comer o cordeiro. Como as pessoas usavam sandálias, os pés eram a parte do corpo que mais se sujava durante o dia. Os amigos de Jesus não faziam parte dos “piedosos” (fariseus) aficionados a mil e uma purificações. Mas naquela noite, até os menos cumpridores tratavam de respeitar os ritos. Era uma forma de dar a máxima importância ao que se comemorava na ceia. Certamente, lavar os pés era uma missão dos criados ou escravos nas casas em que os houvesse. Quando não os havia, as mulheres os lavavam. Mas foi Jesus quem o fez naquela noite. O gesto de Jesus deve ter sido espontâneo, totalmente natural, nada solene ou rígido. Ele não tentou demonstrar aos demais que era humilde. Ele o era, simplesmente. Nesta simplicidade, os discípulos leram, depois da Páscoa, a importante mensagem nela contida: Jesus se lhes revela neste gesto como servidor, como companheiro. Este gesto não era outra coisa que um sinal do que foi toda a sua vida: estar no meio de sua gente, “como um a mais”. Jesus, quebrando a taça, formula o voto de não tornar a beber até que o faça de novo no Reino de Deus (Lc 22, 16). É um gesto profético cheio de significados. Consciente do perigo que o rondava, Jesus aposta na esperança do Reino que se já avizinha e que ele vê chegar de forma iminente. Põe em Deus sua confiança, porque vê que se avizinha também a hora do “trago ruim”. Não beber – jejuar – tem também um sentido de “intercessão”. Jesus pede ardentemente a Deus, com este voto, que venha seu Reino. (Lc 22, 14-18; Jo 13, 1-17)
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