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Capítulo LXV CORDEIRO E PÃES ÁZIMOS Desde o domingo, depois do acontecido no Templo, não havíamos voltado a mostrar as orelhas em Jerusalém. Jesus era procurado por toda a cidade e todos nós estávamos em perigo. Nosso amigo Lázaro escondeu todos os doze e as mulheres num sótão de sua taberna em Betânia... Lázaro: Que tal viver nessa ratoeira, heim, rapazes? João: Nada mal, Lázaro. O que mais se pode querer? Teto, comida e amigos para conversar... Lázaro: Uff...! Estou parecendo um rato como vocês... Ai, diacho, que a nova extravagância estará tramando esse bando de galileus? Vamos lá, contem-me... Pedro: O que estamos pensando é que diabos faremos amanhã, Lázaro, porque...! Tiago: Psiu! Cale a boca, Pedro! Se continuar gritando desse jeito o que faremos é jogar dados na cadeia! Pedro: Está bem, então vou falar baixinho... O que vamos fazer amanhã? João: Comer a Páscoa, eu acho, como todos os bons israelitas. Celebraremos a festa escondidos nesse buraco se for preciso, mas celebraremos, caramba! Maria: Amanhã já é a ceia da Páscoa... Como os dias passam depressa, não é, rapazes...? Madalena: Nem me fale, dona Maria... Pedro: Olhem, camaradas, se nos descuidarmos vamos ficar sem cordeiro. Nossos conterrâneos são os primeiros a comprá-los, pegam os mais gordos e depois, para você, lhe vendem um cabritinho que mais parece um saco de ossos. Começava a escurecer, mas não acendemos nenhuma lamparina para não chamar a atenção. Era Quarta-feira, 12 de Nisan. No dia seguinte, nós galileus que havíamos ido a Jerusalém para a festa, comeríamos a grande ceia da Páscoa... Lázaro: Amigos, desculpem se jogo areia na fogueira de vocês, mas acho que não devem celebrar a ceia aqui... Tiago: Eu estou com Lázaro. Cada dia que passa esta taberna se torna um lugar mais perigoso. Betânia está repleta de peregrinos. E onde há muita gente, há muitas línguas. Lázaro: Com dedos-duros ou sem dedos-duros, cedo ou tarde virão procurar Jesus aqui. E a noite da Páscoa é uma boa ocasião para esses tipos. Sabem que podem encontrar todas as pombas no viveiro. Querem meu conselho? Vão para outro lugar. Sinto por Marta e Maria que tinham muita vontade de preparar-lhes o cordeiro, mas não, este não será um lugar seguro na Quinta-feira de manhã. Susana: Mas, se não for aqui, para onde a gente vai? Pedro: Eu tenho uma idéia! João: Psiu!... Não grite tanto, Pedro... Tiago: O que você está pensando, pedrada? Pedro: Em falar com meu amigo Marcos. Ele nos emprestará sua casa. Não é muito grande, mas caberemos todos. João: Isso é uma loucura, narigão. A casa de Marcos fica muito perto do palácio de Caifás. Pedro: Por isso mesmo, João. Quem vai imaginar que estaremos tão perto? É o último lugar onde nos procurariam. Tiago: É verdade. Além disso, se na Sexta-feira vamos nos juntar diante do palácio de Caifás, já poderemos ir sondando o terreno e falando com os vizinhos... Susana: Mas, vocês não estão delirando, não?... Ou será que seus miolos ficaram moles? Vocês estão pensando em armar outra confusão como a de domingo? Jesus: É claro, Susana. Na Sexta iremos até Caifás e depois até os outros grandes de Jerusalém e lhes diremos o que é preciso dizer. Agora que começamos, não podemos voltar atrás. João: Está certo, Jesus, mas não podemos repetir uma briga como a de domingo. Você estará colocando sua cabeça a prêmio, moreno. Jesus: Todos nós já colocamos, João. Mas temos de ir adiante. Quem não arrisca não perde, mas também não ganha. Lázaro: Ir em frente, sim, Jesus, mas entrando por aqui e saindo por ali, como faz a cobra. Agora é preciso ter muita astúcia. Maria: Ai, filho, por Deus, você acha que pode acontecer alguma coisa ruim...? Quando escuto vocês falarem assim, fico com o coração na boca... Jesus: Não tenha medo, mamãe. Você vai ver que dará tudo certo. Deus estará com a gente. Ele não vai nos faltar, tenho certeza. O guardião de Israel não dorme e não deixará que nossos pés escorreguem. Pedro: Bem, pois é dito e feito. Amanhã, antes do amanhecer, João, você e eu iremos falar com Marcos e comprar o cordeiro. As mulheres, que madruguem também para preparar a comida... Lázaro: E os que ficarem aqui, psst!, como mortos. Boca fechada até a hora da ceia! O sol daquela Quinta-feira começava a dourar as muralhas de Jerusalém quando Pedro e eu chegamos ao templo. Apesar da hora, ainda havia centenas de pessoas na grande esplanada de mosaicos brancos e tivemos que abrir caminho aos empurrões... João: Ei, pedrada, você entende mais de animais. Escolha você o cordeiro. Pedro: Veja aquele, João! Parece uma boa peça... Venha!... Ei, você, conterrânea! Vendedora: O que foi? Pedro: Conterrânea, quanto você está pedindo por aquele animalzinho? Vendedora: Catorze denários e pode levar! Pedro: Catorze o quê? Escute aqui, com esse dinheiro eu compro um rebanho inteiro! Não, não, não, tome aqui seis denários e não falamos mais nisso! Vendedora: Seis denários? Nunca, nunquinha mesmo! Doze e vá com Deus! Pedro: O que é isso? Sete e ponto final! Vendedora: Escute aqui, narigão, porque eu fui com a sua cara, deixo por nove e acabou-se! Por fim, compramos nosso cordeiro. De um ano, macho, sem nenhum defeito, como mandava a Lei de Moisés. Com ele às costas, subimos as escadas de mármore, atravessamos a porta Formosa e fomos avançando sem problemas até chegar ao átrio dos israelitas. Centenas de galileus se amontoavam ali, esperando sua vez. Junto à pedra dos holocaustos, os sacerdotes, com suas túnicas empapadas de sangue, degolavam um atrás do outro os cordeiros que o povo apresentava como sacrifício de Páscoa... Pedro: Não precisa empurrar, conterrâneo, as facas não vão perder o fio! Um velho: Olhe aqui, galileu... você é um dos que estavam no domingo com o profeta de Nazaré...? Pedro: Eu?... Bem, eu... sabe o que é...? Velho: Sim, é você mesmo. E você também. Não esqueço dos rostos... Sou de confiança, fique sossegado... Eu fiquei rouco aqui no Templo de tanto gritar hosanas com todos vocês. Foi o maior dia da minha vida, podem crer!... Bem, se vocês virem o profeta, digam-lhe da parte deste velho que todos do meu bairro estão esperando a próxima... Se no domingo éramos mil, quando voltar a levantar a voz seremos cem mil! Ai, caramba, quem diria que antes de morrer ainda veria as barbas do Messias! Susana: Você, Madalena, varra bem a casa! Meta a vassoura em todos os cantos, menina... Cuide para que não reste nenhum grão de fermento em canto algum... Madalena: Puff!... Esse negócio de tanto varrer e varrer seguramente ocorreu a Moisés porque não era ele que tinha que segurar a vassoura, mas a sua mulher, claro... Susana: Ei, Madalena, leve para a Maria um pouco mais de água para amassar! Na manhã de Quinta-feira, enquanto Pedro e eu estávamos comprando o cordeiro, as mulheres foram até à casa de Marcos no bairro de Sião para preparar a comida da noite. A casa de Marcos tinha dois andares. No andar de cima, num quarto pequeno de paredes caiadas e piso de madeira, íamos celebrar a ceia da Páscoa... Susana: Esta massa já está pronta, Maria, veja... Maria: Eu acho que ela ficou muito pesada, Susana... Jogue um pouco mais de água, senão depois, sem o fermento, os pães ficam muito duros. Susana: Não ficarão mais duros que a cabeça de seu filho, Maria... Eu fico aqui pensando: como é que pode ser que esse moreno que eu vi nascer, seja... seja... o Messias, como as pessoas gritavam no domingo. Será que todo mundo deste país ficou louco, Maria? O que você acha? Maria: Não sei, Susana, não sei nem o que pensar... Mas, veja só, também pareceu que nosso povo ficara louco lá no Egito, no tempo de Moisés. E a loucura deles é que queriam ser livres... Susana: Aí você tem razão... Quando as pessoas buscam a liberdade é porque Deus está no meio... Ai, filho, acho que o que está me fraquejando é a fé, santo Deus! Maria, a mãe de Jesus, e Susana, agachadas no chão, amassavam a farinha e a água dos pães ázimos. Segundo a tradição de nossos pais, os pães que se comia na ceia pascal eram preparados sem o fermento, em recordação dos pães que as mulheres de Israel haviam amassado com pressa, sem tempo de esperar que fermentassem, na noite em que saíram do Egito. Pedro: Ei, mulheres, aqui está o rei da festa!... Maria: Não arme tanto alvoroço, Pedro!... Ninguém precisa saber que estamos aqui...! Pedro: Está certo, está certo, é que a gente vem da gritaria da rua e acaba se esquecendo... E então, o que vocês acham do cordeiro?... Saiu barato e, reparem bem, é pura carne... Susana: Madalena, menina, se já acabou de varrer, ajude a Salomé a lavá-lo, ande... Pedro: Não toque em nenhuma tripa, Maria, que hoje é dia de comê-lo todinho, até as patas...! Minha mãe e a madalena começaram a preparar o cordeiro. Na noite da Páscoa, ele era assado ao fogo sem partir-lhe nenhum osso. Havia que comê-lo inteiro, com entranhas e tudo. E o que sobrava não se guardava para o dia seguinte, mas se queimava ao amanhecer. Susana: Lembraram-se de trazer o sangue para as portas, Pedro? Pedro: Está aqui... Vamos, João, ajude aqui, e depois voltamos para Betânia!... Estou louco de vontade de ver Jesus para contar-lhe... Madalena: Conte antes para nós, caramba... Maria: O que acontece pela cidade, Pedro? Pedro: O que acontece? Não se fala em outra coisa do que de seu filho, Maria. Todo mundo se pergunta onde diabos estará escondido. Na hora em que ele mostrar as orelhas, toda Jerusalém se porá de pé como um só homem. João: Dizem que ontem estiveram apregoando pelas esquinas para ver se aparecia algum dedo-duro... Mas, deixe estar, o povo está com ele. Não há por quê se preocupar... Susana: Chega de conversa e vamos trabalhar! Ei, Pedro, as portas! Na festa da Páscoa, pintávamos as folhas e os batentes das portas da casa, com o sangue do cordeiro sacrificado, igual ao que fizeram nossos antepassados no Egito. Aquele era o sangue da Aliança que Javé, nosso Deus, havia selado com seu povo, de tirá-lo aquela noite da escravidão para a liberdade... Madalena: Uff!... Como arde!...Vamos pôr um bocadinho mais de cebola... Está delicioso... O cordeiro vai agradecer este molho mais que a chuva da primavera... Na verdade, essa salada acaba com o soluço de qualquer um...! À tarde daquela quinta-feira, a casa de Marcos cheirava a pão feito na hora e a cordeiro assado. A madalena havia preparado as ervas que, segundo a tradição, devia-se comer naquela noite. Era uma salada amarga em recordação às lágrimas e aos sofrimentos de nossos pais no Egito. A mãe de Jesus e Susana fizeram o molho picante no qual se molhava o pão. Um molho vermelho, da mesma cor que os tijolos que os israelitas haviam fabricado nas terras egípcias quando eram escravos do faraó... Marcos: Bem, vamos ver o que as mulheres fizeram tanto tempo juntas, além de fofocar...! Susana: Já está tudo pronto, Marcos! Marcos: Sim, sim, já está tudo pronto, até os guardas! Porcaria, como é que fui me deixar convencer por esse narigudo do Pedro? Veja só que coisa, aceitar meter esse bando de agitadores na minha casa!... É bom que vocês rezem alguma oração ao arcanjo Miguel para que ele nos empreste sua espada para quando vierem prender todos nós, rá, rá, rá! Maria: Psst, Marcos, não faça bagunça...! Onde será que se meteram esses rapazes que ainda não chegaram... Já deveriam estar aqui... Susana: Devem estar esperando escurecer mais um pouco. Precisam tomar cuidado. As portas da cidade estão muito vigiadas... Marcos: Muito bem, muito bem, alguma de vocês se lembrou do mais importante? Madalena: Do mais importante? Será que você não tem faro? O cordeiro estará pronto num segundo! Marcos: Nesta noite, tão importante quanto o cordeiro é o vinho. Não me digam que esqueceram...? Madalena: O vinho! É mesmo! Não temos vinho!... E agora, onde vamos comprá-lo? Marcos: Sossegue, mulher, sossegue... Lá em baixo tenho um tonel deste tamanho, cheio até à boca!... Podemos todos nos embebedar e ainda sobrará para brindar o profeta Elias quando ele chegar...! Nesta noite temos de levantar bem alto as jarras e brindar pela libertação de nosso povo...! Susana: Levantar as jarras e baixar a voz, Marcos, que diacho de escandaloso é você...! Apesar do medo e do perigo, naquela tarde todos estávamos contentes, dispostos a celebrar a maior festa do ano. Esperávamos contra toda esperança que Deus estaria conosco e que, naquela Páscoa, romperia de uma vez as cadeias que tornavam nosso povo escravo. A festa da Páscoa era a mais solene das festas de Israel. Era celebrada no primeiro mês do ano judaico, o mês de Nisan (correspondente para nós a meados de março-meados de abril). A festa durava sete dias, mas considerava-se dia de Páscoa o 14 / 15 de Nisan, quando se comia a ceia Pascal. As indicações sobre como celebrar a festa foram transmitidas de geração em geração e foram fixadas no livro do Êxodo (Ex 12, 1-28). A festa da Páscoa estava unida à festa dos ázimos desde vários séculos antes de Jesus (Ex 13, 3-10). Em sua origem, antes de Moisés, a Páscoa foi uma festa de pastores (comia-se o cordeiro) e a dos ázimos, uma festa de agricultores (comia-se o pão de uma nova colheita). Depois de Moisés, estas festas populares foram definitivamente relacionadas com a libertação do povo da escravidão do Egito. E isto foi o que Israel comemorou durante séculos até os tempos de Jesus. A Páscoa era algo como a festa da independência nacional. Uma celebração, por vezes patriótica e por vezes profundamente religiosa. Para o povo de Israel foi o braço de Deus que abriu o caminho da libertação para seus antepassados. O centro da festa era a ceia Pascal. E o centro daquela ceia, o mais importante, era o cordeiro. Nos tempos de Jesus, o cordeiro era geralmente comprado nos átrios do Templo e ali mesmo sacrificado. Os sacerdotes, descalços, com vestimentas próprias do culto, degolavam diante do altar, um atrás do outro, os cordeiros que os israelitas homens levavam até o átrio. Depois que o sangue tivesse escorrido diante do altar, como sacrifício agradável a Deus, as vítimas eram devolvidas a seus donos, que as levavam para casa ou para fornos coletivos que havia nas ruas para assá-los. Devia-se comer o cordeiro, segundo as prescrições judaicas, dentro dos muros de Jerusalém, a cidade santa. Ao pôr-do-sol, que era a hora em que começava um novo dia para os israelitas, as famílias, os grupos, os vizinhos, congregavam-se comunitariamente para a solene ceia. Pelo fato de as casas serem pequenas e de precisar reunir pelo menos dez pessoas para cada cordeiro, também se comia a Páscoa nos quintais, nos terraços e até nos telhados. Jerusalém, repleta de peregrinos, apresentava um ambiente festivo impressionante. Era a noite mais solene de todo o ano. Primitivamente ceava-se dentro do Templo, na esplanada, mas uns cem anos antes de Jesus esse costume foi suprimido, devido à multidão que se congregava na capital. Como um símbolo, as portas do Templo permaneciam abertas de par em par durante toda a noite da Páscoa. Nos dias pascais os mercados de Jerusalém transbordavam de produtos típicos para aquela ceia. A verdura que era prescrita para a salada daquela noite era a alface. Mas também podia ser feita com chicória, agrião, cardos ou outras ervas amargas. O amargor era uma recordação da dor e das lágrimas do povo quando era escravo no Egito. A marmelada ritual daquela noite, que se chamava “jaroset” era feita de diferentes frutas (figos, tâmaras, passas, maçãs, amêndoas), diversos temperos (canela, sobretudo) e vinagre. Servia como aperitivo para passar no pão. Sua consistência e sua cor lembravam aos israelitas a argila que seus antepassados escravos no Egito haviam amassado os tijolos para as enormes construções dos faraós. O pão que se comia durante os sete dias das festas de Páscoa devia ser amassado sem fermento. Era os “massot” ou “pães ázimos”. Também estava prescrito que se varressem todos os cantos das casas, para que não ficasse dentro sequer um grão de fermento. A mentalidade primitiva via na fermentação do pão um símbolo de decomposição e morte. Por isso, o costume de comer pães mais “puros” na festa. Os pães ázimos eram feitos em forma de tortas, um tanto grossas. Lembravam os pães que os israelitas haviam levado do Egito em sua fuga, sem ter tempo de esperar que a massa crescesse e fermentasse. Alguns israelitas conservariam ainda o antigo costume de marcar com o sangue do cordeiro sacrificado as portas do lugar onde se reuniam para cear. Na noite em que Israel havia saído do Egito aquele sangue foi o sinal para diferenciar as casas dos opressores, das dos oprimidos, para que Deus libertasse estes e castigasse aqueles (Ex 12, 2-13). Já o livro dos Atos fala que as primeiras comunidades cristãs se reuniam na casa de Marcos para rezar (At 1, 12). Baseando-se nisto, uma antiga tradição fixou na casa de Marcos o lugar onde Jesus teria celebrado a ceia pascal às vésperas de sua morte. Como tem sido impossível localizar este lugar na Jerusalém de hoje, outra tradição mais recente situa o “cenáculo” numa ampla sala do segundo andar de um templo construído no monte Sião, a sudoeste da cidade. Nos porões deste edifício os judeus veneram hoje a tumba do rei Davi. Nem um lugar nem outro têm autenticidade histórica. Os judeus continuam celebrando ainda hoje, a cada ano, a festa da Páscoa, com um rito bastante similar ao que Jesus conheceu, quanto à comida, orações, cânticos etc. Os cristãos, na Eucaristia, se aproximam diretamente desta celebração. Páscoa (em hebraico “pésaj”) significa “passagem”. Javé passou pelo Egito na noite da libertação: passou ao largo das casas dos hebreus assinaladas com sangue e castigou os egípcios e assim, o povo em liberdade pôde passar pelas águas do Mar Vermelho (a cor do sangue) para uma nova terra. Jesus, pelo sangue de sua vida, passou da morte para a vida. A comunidade cristã, na Eucaristia, memorial deste sangue entregue por nossa libertação, continua celebrando a passagem de Jesus e sua própria passagem da morte para a vida (1 Jo 3, 14). (Mt 26, 17-19; Mc 14, 12-16; Lc 22, 7-13)
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