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Capítulo LI EM JERICÓ: O RICO ZAQUEU E O CEGO BARTIMEU No meio do deserto da Judéia, no vale do rio Jordão, como um tapete verde e redondo, está Jericó, a cidade das palmeiras e das rosas, a mais antiga das cidades de nosso país.. De Jerusalém viajamos a Jericó, aquela que Josué conquistou com o clamor das trombetas. Naquele inverno Jesus já era bastante conhecido em todo o país, das terras da tribo de Dan, até o deserto da Iduméia, do mar dos fenícios até as secas montanhas de Moab... Quando chegamos a Jericó, os moradores se alvoroçaram e saíram para receber-nos... Os moradores continuavam amontoados na praça, gritando e aplaudindo Jesus, que mais se distinguia naquele mar de cabeças... Zaqueu foi abrindo caminho entre as pessoas. Levava debaixo do braço o rolo de couro onde guardava os recibos, anotavas as dívidas e controlava os pagamentos alfandegários... Pouco a pouco, conseguiu distanciar-se dali, cortou caminho por entre uns barracos e se dirigiu à cômoda casa onde vivia, na outra ponta do bairro... Antes de entrar em sua casa, Zaqueu se olhou no canal de água que atravessava a cidade... E se viu pequeno, ridiculamente pequeno... E uma vez mais se encheu de amargura... Zaqueu entrou em sua casa, deu um beijo rotineiro em sua mulher e sentou-se à mesa para comer sozinho, como sempre... Depois deitou-se para dormir um pouco... Mas o alvoroço continuava e seu sono durou muito pouco. Zaqueu se levantou pesadamente da cama e se aproximou da janela, subindo em um banquinho... A mulher de Zaqueu abriu a porta, saiu para a rua e se perdeu no meio daquele tumulto de gente que gritava e aplaudia... Na rua, o barulho e o alvoroço cresciam... Quando aquela mulher de longas tranças gritou aquilo, todos nos voltamos para onde ela apontava. Trepado em um dos sicômoros do quintal de sua casa estava Zaqueu. Suas pernas curtas balançavam de um lado para outro... As pessoas se esqueceram de nós e correram para o quintal da casa do publicano. Um grupo de homens rodeou o sicômoro e começou a sacudir os galhos com força... Jesus e nós também saímos correndo para lá... Por fim, os moradores de Jericó, entre gritos e gargalhadas, fizeram Zaqueu cair do sicômoro. O pequeno corpo do publicano se desequilibrou e caiu no meio do quintal... Jesus abriu caminho entre as pessoas e chegou até onde estava Zaqueu que, com a cara vermelha de raiva e vergonha, trocava insultos com seus vizinhos... Quando Jesus disse aquilo, os moradores o olharam espantados... Zaqueu também olhou Jesus com surpresa. Zaqueu: O que você disse? Jesus: Disse quanto vai nos cobrar? Vamos jantar aqui em sua casa... E se a noite nos surpreender, é bem capaz que ficaremos para dormir... Um tempo depois, entramos na casa de Zaqueu. Ninguém em Jericó entendeu aquilo e criticavam Jesus, despeitados por ele ter escolhido a casa daquele homem que todos odiavam. Para nós também, que desprezávamos os publicanos e que tanto nos havia custado admitir em nosso grupo Mateus, o publicano de Cafarnaum, tornou-se difícil senta-nos à mesa de um chefe deles... Zaqueu estava contente. Sentado à cabeceira da mesa, ao lado de Jesus, seus olhos brilhavam de satisfação. Pela primeira vez, depois de muitos anos, havia convidados em sua casa... O riso foi contagiando uns depois de outros como se uma mão invisível nos fizesse cócegas... Pedro e eu nos debruçávamos sobre a travessa de cordeiro. Zaqueu também estava vermelho de tanto rir. De repente, levantou-se da mesa... Todos nós nos olhamos sem saber o que fazer ou dizer... até que Jesus quebrou o silêncio... Então Zaqueu se aproximou do armário onde guardava o rolo de couro dos recibos e das dívidas. Colocou-o sobre a mesa, à vista de todos... Zaqueu: Eu não vou falar muito. Prefiro fazer isso... Meus devedores estão livres. Aos vizinhos, contra quem tenha cometido alguma fraude, devolverei quatro vezes o roubado. E pegarei a metade do dinheiro que tenha no baú: já não é meu, é dos outros! As palavras de Zaqueu surpreenderam a todos. A Jesus, encheram de alegria... Jesus: Sabe, Zaqueu? Eu acredito que hoje você foi profeta em Jericó... Porque, veja, uma obra de justiça vale mais que mil palavras. Sim, as coisas mudam, quando as pessoas mudam. E, o fato é que... a salvação veio hoje à sua casa! Zaqueu: Como você disse? Quer que lhe sirva mais vinho da casa? Mas, é claro, Jesus! Vamos, erga essa jarra!! E vocês também!! Zaqueu encheu novamente as jarras de vinho. E continuamos comendo e bebendo na casa do chefe dos publicanos. Sem saber então estávamos anunciando o grande banquete do Reino de Deus, onde os mais desprezados ocuparão os lugares de honra. Jericó é uma cidade situada no meio do deserto da Judéia, no centro de uma fértil planície de clima tropical. Está a 250 metros abaixo do nível do mar e a uns sete quilômetros da orla do rio Jordão. A partir das escavações feitas em 1952, chegou-se à conclusão de que Jericó é a mais antiga cidade conhecida de todo o mundo, conservando restos de muralha que remontam a Idade da Pedra. Jericó foi a primeira cidade conquistada pelos israelitas ao entrar na Terra Prometida, a mando de Josué (Js 6,1-27). Estas importantíssimas ruínas estão situadas a uns dois quilômetros da atual Jericó. No tempo de Jesus, Jericó era uma cidade importante como lugar de passagem das caravanas comerciais que atravessavam o deserto. Por isso havia ali um escritório de certa categoria para a cobrança de impostos, à frente do qual estava um tal Zaqueu como chefe dos publicanos ou cobradores. Os impostos cobrados em Jericó iam engordar as arcas romanas, já que a cidade está na Judéia, província dominada administrativamente por Roma, (os impostos que o publicano Mateus cobrava em Cafarnaum eram para o rei Herodes). Os postos de publicanos eram concedidos pelas autoridades romanas, arrendando-os a quem dava o melhor lance. Depois, os publicanos tinham de pagar a Roma pelo aluguel por outros gastos. Era Roma quem fixava as quantidades a cobrar em termos de impostos. Sobrava pouco lucro aos publicanos, se eles fossem honestos na cobrança. Por isso, eles aumentavam as taxas arbitrariamente, ficando com as diferenças. Suas contínuas fraudes e seu colaboracionismo com o poder romano, faziam dos publicanos pessoas desprezadas e odiadas pelo povo. O sicômoro é uma árvore muito grande, procedente do Egito, da família da figueira, que cresce na costa da Palestina e toda a planície do Jordão. É chamado também de “figueira louca”. Seu tronco dá uma madeira dura e incorruptível, que no Egito era usada para os ataúdes das múmias. Suas raízes são muito resistentes, suas folhas grossas e em forma de coração, e seus frutos, abundantes, se parecem aos figos pequenos. Zaqueu é um dos poucos ricos – com Nicodemos e José de Arimatéia – que no evangelho são convertidos por Jesus. A conversão de Zaqueu, que se desencadeia por sua curiosidade em ver o profeta e pela acolhida que encontra nele, não foi um puro sentimentalismo nem um vago desejo de ser bom. Sua conversão não fica nas palavras ou nos remorsos de consciência: mexe com seu bolso. A quem ele defraudou devolverá quatro vezes mais do que lhes tirou. E a metade do que lhe restar, entregará aos pobres. É uma conversão bem concreta. E até “exagerada”: Zaqueu vai aplicar a si mesmo – como “penitência” por suas trapaças – a lei romana, que ordenava restituir quatro vezes mais do que foi roubado, e não a lei judaica, que era muito menos severa. Prescindirá também da norma judaica que proibia dedicar mais de 1/5 da própria fortuna aos pobres: ele dará a metade. Jesus põe em marcha esta autêntica conversão de Zaqueu com um gesto que carrega um profundo matiz teológico. Geralmente se entende que a atitude religiosa é acolher com carinho o pecador, mas sempre depois do seu arrependimento. Pensamos inclusive que Deus age da mesma forma. A atitude de Jesus desmente este critério. Jesus acolhe Zaqueu antes dele fazer penitência. O fato de querer ir à sua casa – e nada menos do que comer com ele, sinal máximo de amizade – parece inconcebível a Zaqueu. É para ele um gesto tão assombroso que lhe evidencia quem é e o que fez contra os demais ao defraudá-los. O que as iradas reprovações dos vizinhos não haviam conseguido com Zaqueu, Jesus consegue arriscando-se neste gesto de abertura sem limites. Aquele homem, desprezado por todos – e desprezando-se a si mesmo – encontra de repente sua dignidade perdida e sua vida se transforma. Os ricos não estão excluídos do Reino de Deus. O que acontece é que a conversão, para eles, passa necessariamente pela renúncia, a continuar tendo riquezas para si mesmo. Ao descobrir a dignidade perdida no gesto de acolhida de Jesus, Zaqueu descobre também por que perdeu essa dignidade. Compreende que sua riqueza foi acumulada à custa da opressão exercida contra os pobres do povo. E não só compreende, mas age em conseqüência: renuncia o dinheiro acumulado injustamente. (Lc 19, 1-10) Na larga avenida de Jericó, Bartimeu tinha sua pequena oficina de curtidor. Vivia com ele Rute, uma mulher alegre e decidida, a quem amava até em sonhos. Os meses e os anos passavam. E o trabalho, o amor e os amigos enchiam de felicidade os dias de Bartimeu... A doença correu seu caminho sem deter-se por um momento sequer. E, em poucos meses, os olhos negros de Bartimeu se fecharam à luz para sempre. Não pôde mais usar a agulha nem cortar com a navalha. Não pôde continuar trabalhando em sua oficina. Tampouco pôde escapar da tristeza e da angustia que se abateu sobre sua casa, com duas visitantes inoportunas, sempre ao seu lado, de dia sentadas à mesa, de noite deitadas entre ele e sua mulher... Pouco tempo depois, Bartimeu teve que fechar sua oficina de curtidor. A cegueira o havia deixado sem alegria de trabalhar e sem o amor de sua mulher. Pouco a pouco, foi ficando também sem a companhia de seus amigos, que nunca mais se aproximaram dele como antes, a não ser para demonstrar-lhe uma fria compaixão... Bartimeu: Isso não era vida para ela... Não era vida... E para mim? As poucas economias que tinha já estão se acabando. O que vou fazer sem meus olhos?... Pedir esmola! Mas, eu tenho braços fortes para trabalhar e sou jovem e... Tonto! Os cegos já não servem para nada!... É preciso que se lhes dê a mão... Se se esquecem do bastão, tornam-se como crianças... Não servem para nada... Maldito seja o dia em que nasci! Foi para isso que saí do ventre de minha mãe? Deus! Por que me fizeste ver a luz para depois me cegar? Uns dias depois, Bartimeu, com passo vacilante, guiando-se com um bastão, foi sentar-se à beira do caminho por onde passavam os moradores de Jericó e por onde entravam os mercadores de outras cidades. E começou a pedir esmola. Depois, quando escurecia, Bartimeu voltava para sua casa fria e solitária. E, sem vontade de comer, sem vontade de falar com ninguém, deitava-se na esteira apertando os olhos mortos com os punhos cerrados... Bartimeu: De noite... sempre de noite! Sempre será de noite!... Como era mesmo o rosto de Rute... como era? Estou me esquecendo de seus olhos... de sua boca... Já não voltarei a vê-la nunca mais... Para que quero viver então? Para nada! Ninguém precisa de mim e eu... eu não preciso de ninguém... Só quero me esquecer desse pesadelo... Bartimeu se levantou rastejando de sua esteira e começou a tatear por todos os cantos de sua oficina vazia... Bartimeu: No sicômoro do quintal... sim... Uma corda... Será difícil, mas será só um instante... Mais difícil é viver assim, um dia depois do outro sem esperar nada... esperando só morrer... A morte não precisará vir me buscar... Eu é que irei procurar por ela... Sim, sim... será só um instante... e tudo estará acabado! Mas, maldição, onde está a corda, onde?... Todos dirão: “ficou louco”... Que digam o que quiserem... Não, não fiquei louco... Fiquei cego, o que é pior... Estava por aqui... a corda... a corda... Onde está a corda, Deus?!! Onde?!... Foi você que a escondeu!... Ou será que foi o diabo?... Malditos seja os dois!... Nem sequer posso me enforcar? Bartimeu tateava, de quatro, por toda a oficina procurando a corda grossa com que antes amarrava os pacotes de couro... Revolvia tudo, procurava por todos os cantos, mas não a encontrava em nenhuma parte... Bartimeu: Maldição! Onde estará, diacho...? Onde?! Eu quero morrer!... Eu quero morrer!... Eu quero... Eu quero viver... eu... quero viver... eu quero... viver. Bartimeu: Por que não me matei naquele dia?... Não, não foi o diabo... Agora estou certo de que foi Deus quem escondeu a corda de mim... e me meteu nos ossos a vontade de viver... Não sei como você chegou até aqui, Bartimeu, raposa velha, depois de tantos anos andando por aí aos tropeções... Mas, aqui está você, mais firme que o duro sicômoro do quintal, com um bom nariz para cheirar as rosas mais bonitas do mundo e as orelhas atentas no meio deste caminho... Isso também é viver, eu acho... E também vale a pena, caramba...! Quando estávamos indo embora de Jericó, muitos homens e mulheres da cidade saíram para despedir-se de nós... Um homem: E fora os romanos e os que abusam do povo! O cego Bartimeu, radiante de alegria, jogou para cima seu manto de mendigo, jogou o bastão e, de um pulo só, se pôs de pé e abriu caminho entre todos até chegar a Jesus... Jesus se deteve e fechou os olhos por um momento... Bartimeu levantou suas mãos até ele e tateou a fronte larga, as bochechas, o nariz, o perfil dos lábios, a barba bem cheia.. Jesus se aproximou e passou a mão pelos olhos daquele homem que não deixava de sorrir... Jesus: A esperança foi seu bastão por todos esses anos... Você soube ver o mais importante, Bartimeu... Viu com os olhos do coração. Bartimeu: E... agora estou vendo você... Não... não poder ser...! Eu estou vendo seu rosto, profeta! Eu o conhecia só de ouvir falar, mas agora meus olhos estão vendo você! Os moradores de Jericó se apertaram contra nós e começaram a gritar, cheios de entusiasmo. E diziam que Jesus era o Messias esperado por nosso povo há tantos anos... Bartimeu chorava de alegria e nos acompanhou por um trecho quando regressamos para a Galiléia... À saída de Jericó, sobre o pó do caminho, ficou jogado o sujo manto de mendigo e o velho bastão... No meio do deserto da Judéia, Jericó aparece como um oásis verde e fértil. Era também chamada de “a cidade das palmeiras”. Eram conhecidas e famosas as rosas de Jericó (Eclesiastes 24, 14), embora não se tenha segurança de que estas rosas sejam as flores que hoje conhecemos como tais. Alguns acreditam que se trate das adelfas, flores típicas dos climas quentes. Em todo caso, Jerico é um autêntico jardim. A fertilidade desta terra se deve à chamada Fonte de Eliseu. A tradição dizia que foi Eliseu, o profeta discípulo do grande Elias, quem purificara e tornara fecundas estas águas, antigamente salobras (2Rs 2, 14-22). O texto evangélico dá apenas alguns dados sobre quem foi Bartimeu – embora conserve seu nome, detalhe pouco freqüente nas histórias de milagres – e sobre a origem de sua cegueira etc. Neste episódio, Bartimeu aparece como um homem que esteve a ponto de suicidar-se. Sua vida fracassada – no ofício, no matrimônio, em suas amizades – tornou-se insuportável. Tocou fundo em seu desespero e, a partir desse descer ao mais fundo do poço – aprendeu o que podia ser a esperança. O milagre que Jesus fará sobre seus olhos mortos será um sinal de que, apesar de tudo, a vida sempre tem sentido. Um sentido às vezes obscuro a descobrir, difícil de entender – isso sabem muito bem os que sofreram muito – mas um sentido que só pode aparecer se dermos tempo à vida para que ela nos mostre o que nos tem reservado. O suicídio é um fato raríssimo na Bíblia. Aparece um só vez em todo o Antigo Testamento (2Sm 17,23). Outros casos são os dos guerreiros que se matam antes de cair nas mãos do inimigo, como aconteceu com Saul, primeiro rei de Israel (1Sm 31, 1-6), mas essas mortes têm outro sentido bem diferente do suicídio “frio”. No Novo Testamento, o único caso de suicídio é o de Judas. Pode ser que isso se deva ao grande apreço à vida característico do povo de Israel. Para os israelitas, a vida vinha de Deus e só a Deus pertencia. Viver era o destino do ser humano e sempre era melhor que a morte. Alguns livros do AT, marcados por um certo pessimismo, chegaram a afirmar que era melhor a morte que uma vida de enfermidade (Eclesisastes 30, 14-17), mas em todo caso, Israel foi um povo vitalista. No evangelho não há uma só palavra explícita que oriente a reflexão cristã a respeito do suicídio. Mas, a partir das atitudes de Jesus e de suas palavras, podemos dizer que, em termos cristãos, não deve haver condenação do suicida. (Às vezes se lhes negaram sepultura em cemitérios da Igreja como castigo póstumo). Chega-se ao suicídio pelo desespero, pelo medo, por um forte desajuste psíquico etc. Nenhuma das causas que podem estar na base de uma decisão tão dramática, pode ser motivo de rechaço ou de condenação, pois todo esse conjunto de debilidades encontrou sempre em Jesus acolhida e compreensão. Neste episódio, Bartimeu tem algo do Jó bíblico, personagem que se rebelou contra Deus porque considerava que suas dores era imerecidas: enfermidade, ruína, abandono por parte de seus amigos (Jó 3, 1-4; 20-23; 6, 2-4). No final do livro de Jó, ele diz a Deus as mesmas palavras que aparecem na boca de Bartimeu: “Eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora estou te vendo com meus olhos...” (Jó 42, 5). Embora devamos fugir da dor, tentar afastá-la, reduzi-la e combatê-la, para sermos fiéis à vontade do Deus da vida, às vezes não podemos escapar dela. E temos de submeter-nos às nossas limitações. Neste caso a aceitação ativa da dor, pode nos tornar mais maduros, mais tolerantes, mais compreensivos. Em uma palavra, mais sábios diante da vida. E também mais sábios diante do mistério de Deus. A dor pode servir de porta para uma nova forma de ver a realidade de Deus. Como aconteceu com Jó e com Bartimeu. (Mc 10, 46-52; Lc 18, 35-43)
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