Apresentação
Fale Conosco
Veja Também:
Capítulo L O SANGUE DOS GALILEUS Naquele inverno Jerusalém se vestiu de branco, com neve sobre as muralhas e sobre os tetos da casas. Era o mês de Kisleu, quando nosso povo comemora, com alegria e com lâmpadas acesas, a dedicação do Templo e a purificação do altar. Jesus e alguns do grupo subimos à capital durante a festa. E, como sempre, hospedamo-nos no povoado próximo de Betânia, na taberna de nosso amigo Lázaro... Lázaro: ...É isso mesmo que vocês estão ouvindo, amigos. Aconteceu ontem mesmo, um pouco antes de vocês chegarem. Eram dois rapazes galileus. Estavam no Templo, oferecendo uma ovelha em sacrifício. Então, entraram os soldados romanos, o agarraram ali mesmo e, zaz! de um pontapé só, os jogaram na Torre Antônia. Maria: Estavam hospedados aqui com a gente, os coitados... Suas roupas e coisas ainda estão no quintal... Lázaro Um é filho de um tal de Rubens, de Betsaida. Ao outro chamam Nino. Sua mãe é de Coroazim. Jesus: E o que eles fizeram, Lázaro? Lázaro: Quem sabe, Jesus? A vida dos presos está pendurada por um fio de aranha. Depende do capricho de Pôncio Pilatos. Vejam vocês, o grande canalha não respeitou o Templo nem o sacrifício que estavam oferecendo... Jesus: A história se repete. Os romanos agora riem de nós do mesmo jeito que antes riram os gregos... Durante a dominação grega, nos tempos do cruel Antíoco Epifanes, duzentos anos atrás, os estrangeiros haviam saqueado o Templo de Jerusalém e profanado o altar dos sacrifícios. Depois das primeiras vitórias dos irmãos Macabeus, nossos antepassados realizaram grandes cerimônias de expiação. E, desde então, todos os anos, à chegada do inverno, celebrávamos aquela festa da Dedicação... Maria: Ei, Lázaro... Marta... vocês! Lázaro: O que foi, Maria? Alguma notícia? Maria: Sim, o coxo Saul me disse que vão julgar os dois rapazes galileus na Torre Antônia. E que Pilatos vai mostrá-los no pátio, diante de todo mundo... Judas: Quando será isso, Maria? Maria: Agora, pela manhã, Judas. Se formos depressa, chegaremos a tempo... Lázaro: Vamos lá, companheiros! Lázaro, suas duas irmãs e nós, saímos juntos da taberna. Em poucos minutos ganhamos o casario de Betfagé, subimos a ladeira do monte das Oliveiras, atravessamos a torrente do Cedron, escorregadia por causa da neve que havia caído e entramos na cidade de Jerusalém. Muita gente se apinhava pelas ruas. Pouco a pouco, à custa de cotoveladas e empurrões, fomos abrindo caminho até chegar em frente à Torre Antônia... Nas ameias ondulavam as bandeiras amarelas e negras de Roma... Sobre a escadaria, uma gigantesca águia de bronze nos lembrava que nossa pátria estava sob o domínio de uma nação estrangeira... Um homem: O julgamento é ali!... Corram, o governador já está saindo! Na parte de baixo da Torre Antônia havia um pequeno pátio lajeado, onde Pôncio Pilatos, o governador romano, julgava publicamente os presos e pronunciava as sentenças... Pilatos: Quer dizer então que vocês nunca aprendem? O que esperam que eu diga?... Estão proibidas as reuniões clandestinas! Uma mulher: Meu filho não estava fazendo nada, governador, meu filho não estava reunido com ninguém! Pilatos: Este seu filho e seu amiguinho estavam conspirando contra Roma. E os conspiradores eu esmago como piolhos, estão me ouvindo, como piolhos e pulgas! Pôncio Pilatos, o governador de Jerusalém e de toda a região sul de nosso país, era um homem alto e robusto. Trajava uma toga de linho branco e sandálias trançadas. Tinha o cabelo cortado ao estilo romano e na boca um eterno esgar de desprezo contra nós judeus... Mulher: Governador, meu filho é inocente! Estava no Templo! Um homem: E o Templo é um lugar sagrado! Pilatos: O Templo é uma toca de ratazanas. E meus soldados se encarregam de apanhar os ratos que querem esconder-se nesse bueiro. Mulher: Governador, eles não estavam conspirando! Eles estavam oferecendo um sacrifício, derramando o sangue de uma ovelha sobre o altar de Deus! Pilatos: Ah, é? E a troco de quê estavam fazendo isso?... Pois o sangue de seu filho e o do outro Galileu vão logo se misturar ao sangue desta ovelha!... Soldados, tragam-me essa dupla de rebeldes agora mesmo! Um soldado: Imediatamente, governador! Fez-se um silêncio tenso enquanto os guardas romanos saíram do PATIO e se dirigiram aos fossos da Torre Antônia onde os presos esperavam a sentença. Pouco depois voltaram empurrando com lanças os dois jovens galileus apanhados no dia anterior dentro do Templo... O primeiro era bem moreno. Tinha o cabelo revolto e a túnica feita de remendos. O outro, mais baixo, escondia o rosto entre as mãos amarradas. Tremia como se tivesse febre e se podia ver as costas destroçadas pelos açoites... Mulher: Tenha um pouco de piedade, Pôncio Pilatos, perdoa-os! Será que o senhor não tem coração?... Não lhe dói ver uma mulher chorando?...Perdoa meu filho, perdoa-o! Homem: Clemência também para o outro rapaz! Pilatos: Não há perdão para os rebeldes. Roma é uma águia e ninguém escapa de suas garras. E vocês, judeus xucros, quando voltarem para seus povoados depois da festa, contem aos demais o que agora verão com seus próprios olhos... Pôncio Pilatos olhou-nos a todos de um modo burlesco e levantou sua mão encrespada para da a ordem faltal... Pilatos: Degolem-nos! Mulher: Não, não...! Dois soldados da guarda do governador agarraram os jovens galileus e os derrubaram sobre o úmido lajeado. Outros dois se aproximaram, desembainhando suas espadas... e de um golpe fizeram rolar as cabeças ainda imberbes dos rapazes... Um alarido de espanto saiu de nossas bocas. A mãe de um dos justiçados gritava enlouquecida, e o pelotão de soldados teve que cerrar fileiras para conter a avalanche da multidão... Mas Pôncio Pilatos permanecia indiferente... Pilatos: Tragam-me um pouco de sangue. Então um soldado, pegou um jarro, o aproximou dos corpos das vítimas e o encheu com o sangue que saía aos borbotões dos pescoços decepados... Depois o entregou ao governador romano que esperava de pé... Pilatos: Este será meu sacrifício. Irei derramar o sangue desse par de xucros sobre o altar deste Deus, ainda mais xucro, de vocês judeus. Escutem bem, rebeldes: o único Deus que tem poder está sentado em Roma. O imperador Tibério é o único Deus verdadeiro. Reina sobre todos vocês e mistura o sangue dos filhos de Israel com o sangue das ovelhas e dos cães. Viva César! Um homem: Maldito seja, Pôncio Pilatos!. Que algum dia esse sangue caia sobre sua cabeça!. O desconcerto foi muito grande. Muitos de nós tapamos os olhos com horror enquanto o governador, fortemente guardado, atravessou pelo passadiço que unia a fortaleza romana com o Templo. Pilatos se apresentou sem nenhum respeito diante do altar dos holocaustos e derramou ali, em meio aos risos de seus soldados, o sangue ainda quente daqueles jovens galileus... Outro homem: Profanação! Pôncio Pilatos profanou o altar! Rasguem a túnica, irmãos! Outro homem: O governador zomba de nós. Há pouco, colocou as bandeiras de César nos átrios do Templo! E agora isto! Um velho: Se os macabeus levantassem a cabeça, empunhariam outras vez a espada da vingança! Homem: Vingança, sim, vingança! Juro por meu povo que haverá vingança! A partir desse dia, multiplicaram-se em Jerusalém os protestos, os distúrbios populares e os assassinatos. Um grupo de zelotas tentou fazer um túnel até à torre de Siloé, um pequeno arsenal junto à fonte de água de Ezequias, onde os romanos guardavam espadas e lanças... Mas os alicerces da torre estavam podres e a construção veio abaixo inesperadamente... No desmoronamento morreram várias famílias galiléias que tinham seus casebres junto à torre. Lázaro: A situação está muito ruim, Jesus... Jesus: E ficará pior, Lázaro. Dizem que Pilatos vai aumentar a vigilância. Judas: Então, com toda certeza aumentará o número de presos e crucificados. Maria: Se vocês já sabem disso, por que continuar se metendo em confusão, por que? Judas: Porque já não há quem agüente isso, Maria. Esses malditos estrangeiros não têm o direito de pisar em nós desse jeito. Maria: Mas, Judas, também não é direito derrubar um torre na cabeça desses dezoito inocentes, caramba! Quebrem os ossos de Pilatos se quiserem e puderem, mas, o que vocês ganham fazendo essas coisas? Não percebe que mataram esses pobres infelizes que não tinham culpa de nada, heim? Lázaro: Fazem isso para provocar Pilatos. Maria: Sim, e Pilatos matando para provocá-los. E assim, estamos como estamos, já não se pode andar pela cidade por puro medo de que lhe cravem um punhal em qualquer esquina. Não, não, não, eu não quero sabe nem de uns nem de outros. Jesus: Sim, Maria tem razão. Pilatos é um sanguinário. E alguns dos que lutam contra ele se tornaram tão sanguinários quanto ele. Mas, quem os ensinou a ser assim? Quem pôs para rodar a pedra da violência? Aí está um assunto que merece ser pensado, não acha? Os de cima semearam ventos. Agora estão colhendo tempestades dos de baixo. E se isto continuar assim, se todos nós não mudarmos, logo nos afogaremos em um dilúvio de sangue. A festa daquele inverno se tornou amarga pelos crimes, pelo medo e pela vigilância romana. Foi durante aquela semana da Dedicação em que um grupo de judeus rodearam Jesus em um dos arcos do Pórtico de Salomão... Um homem: E você, nazareno, o que acha de tudo isso? Até quando você vai nos deixar em suspense, caramba?! Outro homem: Se você é o Messias que esperamos fale claramente, e não percamos mais tempo! Um velho: Aqui está fazendo falta alguém com coragem, que dê a cara por seu povo! Todos: Sim, é isso, é isso! Jesus: Não, amigo. O que está fazendo falta é um povo que aprenda a dar a cara por si mesmo! Quando a criança é pequena, a mãe lhe dá a mão para que não tropece. A criança cresceu, se fez homem, e tem de caminhar por suas próprias pernas. Judas: De que criança está falando, Jesus? Jesus: De nós mesmos. Já é hora de fortalecer os joelhos e levantar a cabeça. A libertação está em nossas mãos! Não temos que esperar por ninguém! O Messias já está aqui, entre nós! Onde dois ou três homens lutam pela justiça, aí está lutando o Messias! Sim, Deus soprou sobre os ossos secos e os ossos se uniram e o povo reviveu e se pôs de pé! O Messias é um grande corpo! Em um corpo há cabeça e mãos e pés! Mas todos os membros têm um mesmo espírito e todos são necessários! Todos juntos temos de quebrar o jugo que nos oprime e levantar juntos o bastão de comando! E todos juntos construir uma nova Jerusalém e escrever um nome novo em suas muralhas: “Casa de Deus, Cidade de Homens Livres”! E nela não haverá mais violência, nem a violência do lobo que mata a ovelha, nem a violência da ovelha que se defende do lobo! Transformaremos as espadas em enxadas e as grades dos cárceres em relhas de arado! Um homem: É assim que se fala! Viva o Messias de Deus! Todos: Viva, viva! Um soldado: Ei, galileus, dispersando, vamos lá! Não sabem que é proibido reunir-se? Vamos, vamos, saiam daqui se não quiserem amanhecer com a cabeça cortada como aqueles dois! Os soldados romanos tentaram prender Jesus. Mas conseguimos escondê-lo. E nos dispersamos entre as pessoas que lotavam o Pórtico de Salomão. E naquele mesmo dia empreendemos viagem até Jericó, porque a situação em Jerusalém estava se tornando cada vez mais difícil para nós. Na palestina há somente duas estações no ano: verão e inverno. Também se fala em Calor e Frio, semeadura e colheita. O mês de Kisleu corresponde ao nono mês do ano, equivalente aos nossos meados de novembro, meados de dezembro. Como Jerusalém é uma cidade situada no deserto, no inverno chega a baixar muito a temperatura e não é raro nevar. A Festa da Dedicação do Templo caía em dezembro e durava oito dias. Esta festa, que fazia referência à consagração do Templo nos tempos do rei Salomão, havia se renovado à época dos Macabeus (uns cento e sessenta anos antes de Jesus). Nos tempos evangélicos, o povo de Israel comemorava nesta festa a vitória dos Macabeus, guerrilheiros nacionalistas, sobre os gregos selêucidas, invasores do país, e a purificação do Templo e a construção de um novo altar depois das profanações que o cruel rei selêucida Antíoco Epifanes havia feito no lugar santo. Celebrava-se também como festa da luz, recordando que, ao dedicar o Templo, se havia tornado a acender o santo candelabro de sete braços. Em Jerusalém, para esta festa, acendiam-se de novo as tochas usadas na festa das Tendas de Inverno. As celebrações tinham também um sabor messiânico, como as da colheita. Na atualidade, os judeus acendem solenemente nestas festas a “hanuká” (candelabro com oito luzes, uma por cada dia da festa). Roma dominava suas colônias através de funcionários enviados como representantes de César às províncias do império. Essas províncias era de três tipos: as senatoriais (governadas por pró-cônsules romanos, que eram trocados anualmente), as imperiais (tinham à frente governadores, legados ou procuradores, sempre romanos) e outros territórios que eram províncias, mas eram governadas por nativos, que serviam aos interesses econômicos e políticos do império. Este último era o caso da Galiléia governada por Herodes. A Judéia – com sua capital Jerusalém - foi província “imperial” de forma definitiva desde o ano 6 depois de Jesus. Tinha à frente um governador, tropas romanas a ocupavam militarmente e a administração estava nas mãos de funcionários também romanos. Pôncio Pilatos foi governador da Judéia desde o ano 62 até 36. Vivia habitualmente na cidade costeira de Cesaréia – residência oficial de governadores – e se transladava com suas tropas especiais a Jerusalém para as festas, pois esses eram dias mais propícios para os distúrbios e mobilizações populares. A classe sacerdotal de Jerusalém, máximas autoridades religioso-políticas de Israel, estava em total conivência com o poder imperial romano representado por Pilatos. Não corresponde à realidade histórica a imagem que uma certa tradição cristã fez de Pilatos como um homem intelectual, de uma certa estatura humana, ainda que covarde. Todos os dados dos historiadores daquele tempo – Filon, Flávio Josefo e Tácito, tanto judeus como romanos – confirmam a crueldade daquele homem, odiado pelos israelitas por causa de suas contínuas provocações e situado em tão alto cargo por sua estreita amizade com Sejano, militar favorito do imperador Tibério. Sejano foi um dos personagens mais influentes em Roma durante aqueles anos. Conhecendo a aversão religiosa que os judeus sentiam pelas imagens, Pilatos fez desfilar pelas ruas de Jerusalém imagens do César Tibério e as colocou no antigo palácio de Herodes, o Grande. A pressão do povo o obrigou a tirá-las. Pilatos também profanou o santuário em várias ocasiões, roubou dinheiro do tesouro do Templo para suas construções etc. O texto de Lucas que serve de base a este episódio corresponde com grande probabilidade a uma destas vinganças políticas e profanações religiosas protagonizadas pelo detestado governador. Por ser a Galiléia o principal foco das correntes anti-romanas do país, Pilatos perseguia com mais sanha os galileus, sempre suspeitos para ele de zelotismo. A Torre Antônia, situada junto ao Templo e em comunicação com os lugares mais sagrados do santuário por escadarias interiores, foi durante a dominação de Roma, sede das guarnições imperiais encarregadas de vigiar a cidade e especialmente a explanada do Templo, lugar de concentração multitudinária do povo. Na torre encontrava-se o tribunal – pretório – onde Pilatos julgava todos os acusados de rebeldia contra Roma e suas leis. Esses julgamentos não tinham nada a ver com os atuais tribunais, pela pouca justiça que havia neles. As sentenças – que nos casos de oposição ao império sempre podiam ser de morte – dependiam unicamente da vontade arbitrária do governador. As profanações e a crueldade de Pilatos desencadearam movimentos populares de rechaço e ações violentas por parte dos zelotas, mais organizados para isso. A dominação romana opressiva, política e militarmente, e exploradora no plano econômico, gerou fortíssimos movimentos de resistência em Israel, que foi a província do império que mais contínua e iradamente se rebelou contra o poder romano, até o último levante do ano 70 depois de Jesus, em que Jerusalém foi destruída e começou o exílio judaico, que durou até nossos dias. O tempo de Jesus foi um tempo semeado de violência dos opressores e contra-violência dos oprimidos, nas quais inevitavelmente morria pessoas inocentes, como no suposto desmoronamento da torre de Siolé, a que se refere este episódio. Existe uma violência gerada por estruturas injustas de poder. É uma violência que está nas leis, nos tribunais, em tantas desigualdades econômicas, na falta de oportunidades. Ela tem a forma de fome, exploração dos trabalhadores, falta de cultura, de higiene etc. Esta violência também toma formas repressivas de tortura e assassinato, quando encontra resistência. Há outra violência: a protagonizada pelos que, cansados de suportar a injustiça, rebelam-se e resistem, atacam e lutam. Não é justo, do ponto de vista cristão, julgar com a mesma medida estas formas tão diferentes de violência. Como exercer a contra-violência justa sem deixar-se arrebatar pelo ódio, que cega e desumaniza, como se esquivar do perigo de exercer esta contra-violência como revanche ou vingança, é um dos temas maiores que se coloca hoje. O Pórtico de Salomão, estava situado na fachada oriental do grande pátio exterior do Templo. Nas palavras que ali dirige ao povo reunido para escutá-lo, Jesus está fazendo referência, com textos proféticos e às vezes com textos do próprio Paulo, a idéia do “Messias coletivo”. (Ez 37, 1-14; Is 2, 3-5; 9, 2-4; 11, 6; I Cor 12, 1-29 e 13-11). Desde o profeta Miquéias (Mq 2, 12-13) começa a ganhar espaço na mentalidade israelita a idéia de um messianismo pobre que vai fazendo pouco a pouco de um “resto” popular ou de todo o povo de Israel, cativo na Babilônia, o portador das promessas messiânicas do Reino (Sf 3, 11-13). Jesus, fiel a esta tradição teológica, nunca pretendeu o monopólio da ação messiânica, mas se encontrou mais a si mesmo nesse messianismo pobre (em oposição ao triunfalista). (Lc 13, 1-5; Jo 10, 22-40)
Capítulos
I
II
III
IV
V
VI
VII
VIII
IX
X
XI
XII
XIII
XIV
XV
XVI
XVII
XVIII
XIX
XX
XXI
XXII
XXIII
XXIV
XXV
XXVI
XXVII
XXVIII XXIX XXX XXXI XXXII XXXIII XXXIV XXXV XXXVI XXXVII XXXVIII XXXIX XL XLI XLII XLIII XLIV XLV XLVI XLVII XLVII XLIX L LI LII LIII LIV LV LVI LVII LVIII LIX LX LXI LXII LXIII LXIV LXV LXVI LXVII LXVIII LXIX LXX LXXI LXXII LXXIII LXXIV LXXV LXXVI LXXVII LXXVIII LXXIX LXXX LXXXI LXXXII LXXXIII LXXXIV LXXXV LXXXVI LXXXVII LXXXVIII