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Parte II Texto XI A ressurreição de Jesus histórico:
modo e significado Resumo do capítulo sob este título da teóloga e mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo, Elizangela A. Soares, constante da coletânea organizada por Paulo Augusto de Souza Nogueira e Jonas Machado – Morte e Ressurreição de Jesus: reconstrução e hermenêutica: um debate com John Dominic Crossan – São Paulo: Paulinas, 2009. Todos, no Cristianismo, concordam sobre a importância da ressurreição, mas não estão de acordo sobre o significado que ela tem. A natureza da ressurreição de Jesus é controversa e gera mais de uma interpretação pela razão mais óbvia: ninguém houve que a tenha testemunhado como fato, ou, pelo menos, não se tem notícias de uma testemunha “histórica”, por assim dizer. A noção de ressurreição começou a se formar entre grupos judaicos por influência da sociedade e religião persas, por ocasião do exílio babilônico. A ressurreição judaica com características próprias tinha a ver com a vindicação das vítimas do depressor, consolação para os inocentes que estavam prestes a ser sacrificados em fidelidade a Jahweh. Esse, provavelmente, era o significado para os judeus do primeiro século, isto é, equivaleria à manifestação da Justiça divina. Qual o significado da ressurreição corporal de Jesus para os judeus cristãos do primeiro século? Comentando Crossan (*), a autora destaca o quê a ressurreição não significava para os primeiros cristãos:
a) não era meramente ressuscitação corporal, ou seja, a reanimação de um cadáver que morreria novamente, mais dia, menos dia;
b) não era aparição pós-morte pura e simplesmente, afinal, aparição não é sinônimo de ressurreição;
c) nem exaltação corpórea, como aquelas de Henoc e Elias, narradas nas Escrituras. Ressurreição material ou ressurreição não material? De acordo com a interpretação não materialista da ressurreição, a tradição do túmulo vazio não é importante para a fé pascal, porque a historicidade da ressurreição também não é fundamentalmente necessária à fé. Para esses “não materialistas”, a ressurreição se processou num tipo diferente de corpo e, que não está em continuidade com o corpo ordinário pré-ressurreição. Assim nenhuma importância reside sobre o corpo físico. De acordo com a interpretação material, a ressurreição de Jesus teria sido física, localizada no tempo histórico. Para W. Pannenberg a ressurreição de Jesus representou um evento histórico único que investigado pelos métodos históricos usuais, deve ser aceito como qualquer outro da história. De acordo com esta linha de interpretação a ressurreição se deu no mesmo corpo, posto que carne e osso (Lc 24,39), as marcas da crucificação (Jo 20,27), o comer (Lc 24, 42-43) e a sensação de toque (Mt 28,9) são compreendidos como fenômenos materiais. A visão materialista da ressurreição, consequentemente, assume dependência da tradição do túmulo vazio. Os “materialistas” julgam encontrar nos Evangelhos a confirmação de suas posições, para os quais a ressurreição de Jesus não seria espiritual, mas corporal, na carne, e que, consequentemente, esta seria a forma da ressurreição de todos os crentes. Os “não materialistas” julgam encontrar na experiência de Paulo a confirmação de suas posições. Para Paulo e para aqueles, na parusia os corpos dos cristãos seriam transformados, assim como o de Jesus foi transformado na ressurreição. A interpretação “não materialista” entende como metafórica as narrações dos Evangelhos. Talvez essa seja também, conclui a autora, a opção de grande parte dos cristãos ordinários, atuais, ainda que não sistematizada, é claro.
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