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Parte I Texto V Pelos caminhos da Galileia A convivência com João Batista e seus discípulos proporcionou a Jesus compreender que sua missão não seria viver no deserto, em penitência, mas no meio do povo simples e pobre, participando de suas alegrias e sofrimentos. Após a prisão de João, Jesus deixa a região da Pereia, do outro lado do Jordão, ao norte da Judeia. Convidado pelos irmãos Simão e André, que ele conhecera como discípulos de João, Jesus vai morar com eles em Cafarnaum. Possivelmente tenha sido convencido pelos dois irmãos, da privilegiada situação geográfica dessa cidade, para seus planos de andarilho. Cafarnaum era uma vila de pescadores, posto aduaneiro, às margens do lago de Genezaré, situada ao longo da Via Maris. O "caminho do mar“, era uma grande rota comercial que, partindo do Eufrates, atravessava a Síria, chegava até Damasco e descia em direção à Galileia, para atravessar o país em diagonal e continuar depois em direção ao Egipo. Jesus nunca se aventurou pelas rotas do Império. Seus pés pisaram apenas as veredas da Galileia e os caminhos que levavam à cidade santa de Jerusalém” (Pagola). Simão e André, por serem pescadores e originários de Betsaida, na margem oposta do lago, conheciam bem a região. Cafarnaum, uma pequena cidade, de 600 a 1500 habitantes, era bem maior que Nazaré. Nas escavações que vêm sendo feitas não se encontraram, até hoje, vestígios de riquezas, encontradas em Tiberíades. Dalí Jesus poderia, com certa facilidade, deslocar-se para outras pequenas cidades, evitando as grandes cidades da região como Séforis, com 8 a 12 mil habitantes e a nova e esplêndida capital, Tiberíades, de 8 mil habitantes, edificada por Antipas. Não há registro de que Jesus tenha ido a Tiberíades, orgulho do Tetrarca da Galileia, construída em homenagem ao Imperador romano Tibério, a apenas 16 km de Cafarnaum. Jesus conhecera bem a vida dos camponeses e artesãos de sua terra natal, Nazaré, e das cidades vizinhas. Na companhia de João conhecera a miséria humana de pobres e ricos que vinham em busca do perdão e da esperança. Vai conhecer agora a vida dos pescadores, alguns proprietários de pequenos barcos, outros apenas diaristas, bem como os opressores dos pobres, no campo e no comércio, com taxas e impostos sufocantes. Desafiando preconceitos e normas religiosas sobre impureza, Jesus almoça na casa de Levi de Alfeu e com muitos coletores e aduaneiros, todos pecadores, de acordo com os letrados do partido dos fariseus. Assim Jesus faz de Cafarnaum seu lugar de referência durante suas constantes viagens por outras cidades. É ali que ele recruta, entre os pescadores, seus primeiros discípulos: os irmãos Simão e André e os filhos de Zebedeu e Salomé, Tiago e João. Percorre com eles os povoados próximos, ao redor do lago: Corazim, distante apenas 3 km de Cafarnaum; Betsaida, terra natal de Simão, André e Filipe; Magdala, importante por suas oficinas de preparo de peixe seco e onde ele curou uma das três Marias, que sempre o acompanharam. Boa parte da vida pública de Jesus se passa entre estas pequenas cidades: Cafarnaum, Betsaida e Corazim. Percorreu também algumas aldeias no sul da Galileia: Caná, Naim e Nazaré. Em Nazaré seus conterrâneos, que o haviam conhecido como simples camponês e artesão, se espantam com sua sabedoria e autoridade e Jesus se entristece com a incredulidade dos seus, lembrando-se das Escrituras: “Nenhum profeta é bem aceito em sua terra”. Percorrer as aldeias com um grupo de discípulos, hospedando-se de favor e comendo o que lhes dão, procurando o povo em seu meio, conversando com todos, homens e mulheres e aliviando seus sofrimentos, consolando-os e transmitindo-lhes esperança, era algo completamente surpreendente. Um novo jeito de ser: pobre e despojado, que pede ajuda e oferece amor e esperança. Um agir livre, isento de preconceitos. Uma linguagem fácil, impregnada da natureza, do trabalho e da vida doméstica, que o povo iletrado (estima-se que apenas 10% dos habitantes do Império Romano e 3% dos palestinos eram capazes de ler e escrever) faz com que a fama de Jesus rapidamente se espalhe por toda a Galileia e chegue à Judeia e Regiões vizinhas. Em pouco tempo, multidões passam a procurá-lo onde quer que ouçam que ele esteja. Muitas vezes ele nem consegue chegar às cidades. Fica em lugares descampados, junto às colinas, fora das cidades. Outras vezes, tomando emprestado dos pescadores algum barco, fala de cima dele, à multidão reunida na praia. Jesus conta casos, fala em parábolas ricas em imagens da vida, com as quais o povo se identifica. As mensagens chegam ao povo em uma forma fácil de entender. Às vezes também, pedagogicamente, deixa os ouvintes com mais perguntas que respostas. Algumas vezes nem seus próprios discípulos, mais acostumados à nova linguagem, alcançam o sentido. As mensagens sugerem, convidam, propõem, numa postura de profundo respeito pelo outro. Elas convergem sempre para um tema, sua paixão e razão de ser: o Reino de Deus.
Parte I Textos
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