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Parte I Texto III Nazaré: A família “Yeshua bar Yosef , Jesus filho de José, viveu, ao contrário do que costumamos imaginar, numa família grande, dividindo afetos e cuidados dos pais, tias e tios, com 5 irmão e pelo menos 2 irmãs. Irmãos ou primos, não importa, viviam como irmãos, numa casa pequena, numa aldeia minúscula, “na província da Galileia, ocupada por uma população pagã“ (Ratzinger). Mas havia um triângulo amoroso forte: Pai, Mãe e Filho, para cada filho/primo um amor único, como só os pais conseguem dar. Nada havia de extraordinário a ser destacado a não ser a intensidade do amor. Relações em que o silêncio amoroso e os gestos concretos de afeição se faziam presentes. Como escreveu Paul Claudel: “O silêncio é o Pai da Palavra. Aí em Nazaré há somente três pessoas, muito pobres, que simplesmente se amam. São aqueles que vão mudar o rosto da terra.” Poucos fatos da vida em Nazaré passaram para a história. Temos que aprender com este silêncio… Esse silêncio sobre a “vida privada” de Jesus e de seus pais mostra a fecundidade do não-falar, mas do fazer. Eles são patronos, em seu anonimato laborioso, da grande maioria da humanidade que passa despercebida e anônima neste mundo (Boff ). O dia de todas as famílias em Nazaré começava e acabava com uma oração. Uma manifestação de fé e confiança em Deus. Oração simples, cheia de unção, uma declaração de amor coletivo a Deus. Piedosamente recitavam o Shemá, Israel (Ouve Israel: O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças”). A fé era assim alimentada diariamente no lar e aos sábados na Sinagoga. Uma fé simples, conservadora, profundamente arraigada nos corações daqueles camponeses pobres. Como camponês, a atenção de Jesus estava voltada para a terra, para a natureza. Seu olhar era um olhar de fé. Mais tarde, ele irá convidar as pessoas a olharem os lírios dos campos, os pássaros do céu e o cuidado amoroso de Deus com sua criação. Não sabemos quando Yosef morreu. Considerando que a expectativa de vida, à época, era de cerca de 30 anos é possível que ele tenha morrido quando Jesus era adolescente ou jovem. Assim, cedo, ele, muitas vezes deve ter saído de casa para lutar pelo pão de cada dia. Deve ter participado dos trabalhos como carpinteiro/pedreiro/ferreiro, na reconstrução de Séforis, destruída pelos soldados de Varo, Governador da Síria. As lembranças da crueldade dos romanos arrasando as aldeias vizinhas e degolando seus habitantes ou levando-os como escravos, deviam estar ainda bem vivas na comunidade. Apesar da pouca convivência com José, em termos de tempo – como se supõe - ela deve ter sido muito intensa na etapa da vida de Jesus tão importante para a formação de sua personalidade e vivência de trabalho. A marca de seu pai, José, foi tão forte que o objeto de sua espiritualidade migra de Javé, justo, santo, às vezes ciumento e vingativo, para uma figura doce, compreensiva, misericordiosa, como Abbá, “paizinho“. Seu pai, José, na interioridade/espiritualidade é a personalização de Deus, seu Pai. Papel semelhante deve ter exercido sua mãe, Miriam, que o acompanha ao longo de toda a vida até a morte. Segundo as narrativas das primeiras comunidades, Maria é: mulher firme (diante do anjo), de contemplação (guardava tudo em seu “coração”) e de ação (Isabel, Caná) zelosa (“sua mãe e seus irmãos estão aí…”) corajosa (ao pé da cruz) e solidária (com os discípulos depois da morte de Jesus). Dois costumes da vida familiar de seu tempo, profundamente enraizados, Jesus irá um dia contrariar com palavras e ações: a forma como era exercida a autoridade patriarcal, que a todos submetia, e o confinamento da mulher ao lar. Numa Galileia endividada, num lugarejo pobre, como camponês pobre e artesão laborioso, trabalhando, estudando as Escritura, rezando, observando e apreendendo na escola da vida, Jesus amadurece como homem e se prepara para a missão que Javé, seu Paizinho, lhe reserva.
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I
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