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Parte I Texto II Sob a tutela do pai Aos sete ou oito anos Jesus é passado para a tutela de seu pai e com isso aos cuidados dos homens do clã familiar: irmãos mais velhos e tios. São eles agora os principais encarregados da educação do menino. É com eles que Jesus irá aprender a trabalhar e estudar. Irá acompanhar o grupo familiar nas atividades do campo e com o pai aprenderá o ofício de carpinteiro, pedreiro e ferreiro. Parte do tempo é dedicado à lavoura, uma vez que Nazaré, pelo seu tamanho, não tinha demanda suficiente de trabalho de carpinteiro para uma pessoa, muito menos para pai e filho. À medida que Jesus vai crescendo acompanha seu pai na busca por trabalho de carpinteiro nos vilarejos circunvizinhos. Durante a juventude de Jesus, Antipas, um dos quatro herdeiros do reino de Herodes, o Grande, a quem coube a Galileia e a Pereia, resolveu reconstruir a capital, Séforis, queimada pelos romanos, quando Jesus tinha 4 anos. Distando apenas 5 km de Nazaré, é provável que José e Jesus tenham encontrado na reconstrução da capital demanda suficiente para suas habilidades e força. Foi provavelmente em Séforis, cidade com 8 a 10 mil habitantes, que se deu o primeiro contato de Jesus com o mundo urbano e com a língua grega, da qual deve ter aprendido algumas palavras. Foi ali também que Jesus deve ter tomado contato com algumas mazelas humanas: forte desigualdade social, miséria, abandono e prostituição. Não tinham propriamente uma oficina. O trabalho, em madeira, pedra ou ferro, era feito ao ar livre, quando trabalhavam peças maiores. Muitos trabalhos eram feitos nas casas dos fregueses: escorar casa, fazer e refazer telhados, assentar portas e janelas, etc. Os estudos giravam em torno da Torá e dos demais livros sagrados. A sinagoga de Nazaré era provavelmente uma casa simples, porém maior, uma vez que era utilizada por toda a comunidade nos sábados e para reuniões de interesse da comunidade, quando necessárias. As mulheres podiam, mas não eram obrigadas a frequentá-la. Foi nas reuniões de sábado que Jesus aperfeiçoou seu aramaico e aprendeu a ler as Escrituras em hebraico. Os textos eram lidos em hebraico e traduzidos e comentados em aramaico. As recitações dos textos exercitaram sua memória. Não tendo oportunidade de exercitar a escrita, por falta de material, sua escrita deve ter permanecido rudimentar. A sinagoga era um lugar de ensino e aprendizagem e também de oração. Como para os judeus o único lugar onde Deus devia ser adorado era o Templo de Jerusalém, todos oravam na sinagoga e em qualquer outro lugar, voltados para Jerusalém. Embora Nazaré distanciasse 130 km de Jerusalém, ou seja, 3 a 4 dias de viagem, o Templo não deixava de exercer sua influência sobre a comunidade local. As peregrinações a Jerusalém eram acontecimentos religiosos e sociais. Não deixavam de ser uma festa para toda a comunidade, como também as celebrações religiosas. Cada caravana trazia notícias da grande cidade e do magnífico templo sagrado. Ao completar treze anos, Jesus torna-se “bar mitzvá“, um filho do mandamento. Já pode pensar por sua própria cabeça, não é mais necessário adverti-lo quanto à observância da Torá. Inclui-se agora entre os homens com direito a lê-la na sinagoga, e deve acompanhar os pais às grandes festas litúrgicas” (Frei Betto). Os casamentos tinham um lugar à parte nas festas da comunidade; duravam três dias. “O povo judeu tinha uma visão positiva e prazerosa do sexo e do matrimônio, difícil de encontrar em outras culturas” (Pagola). A cada casamento que Jesus comparecia, em Nazaré ou em aldeias vizinhas, ele, certamente, era cobrado pelo fato de não se casar. Fato inusitado que deixava confusos seus parentes, amigos e principalmente as moças, cujos pais gostariam de oferecê-las em casamento. “A renúncia de Jesus ao amor sexual não parece motivada por um ideal ascético, parecido com o dos “monges “do Qumran, que buscavam uma pureza ritual externa, ou dos terapeutas de Alexandria, que praticavam o “domínio das paixões“. Também não temos dados para suspeitar que Jesus tenha ouvido um chamado de Deus a viver sem esposa. Seu estilo de vida não é de um asceta do deserto “. (PAGURA ), como a de João Batista. É possível que Jesus tenha simplesmente adiado o casamento, a princípio, por se tornar arrimo de família, ou seja do grupo familiar, e depois para poder dedicar-se ao anúncio do reino de Deus. Na vida pacata de Nazaré o não casamento de Jesus era a novidade, o inusitado.
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