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Parte I Texto I Nazaré: o lugarejo e a vida da comunidade Nosso personagem, Jesus, é um homem que viveu cerca de 85% de sua vida num vilarejo, sem qualquer importância, na baixa Galileia, verde e fértil. Como só vivemos o presente, mas carregamos o passado no consciente e sobretudo no inconsciente, vamos ter que falar das vivências de Jesus, anteriores à sua vida pública, por isso muito pouco conhecidas. Ele provavelmente nasceu em Nazaré, pequeno núcleo de casas na encosta de uma montanha. A seus pés, um vale verdejante. Ali vivia o clã, ou núcleo familiar, de Yosef e mais alguns outros, que somavam 100 a 150 pessoas. Várias casas, bem próximas, de chão batido, dando para um pátio interno, onde brincavam as crianças e trabalhavam e conversavam os adultos. Ali havia, de uso comum, um pequeno moinho, onde as mulheres moíam os cereais e um forno, onde assavam o pão. Os filmes iranianos de Mohsen Makhmalbaf nos dão uma ideia da simplicidade das casas (Filhos do Paraiso, 1998) e da aldeia (Majid, Majidi). Casas de adobe, às vezes de apenas um cômodo, cobertas de ramagem ou também de adobe. Simples, de poucos utensílios: catre para dormir, banquinho rústico, bilhas, vasos de cerâmica, candeeiro; pouco, ou nada mais. O núcleo familiar de Yosef não era pequeno: pai, mãe, 7 ou mais filhos e talvez algum outro familiar. Jesus tinha 4 irmãos – Tiago, José, Judas e Simão – e algumas irmãs, sobre as quais não conhecemos nem o nome. Na cultura patriarcal da época, a mulher não tinha identidade própria, vivia na dependência dos pais e depois do marido. Os 7 ou mais filhos de José viviam juntos, como irmãos. Se eram irmãos apenas por parte de pai, ou primos, deixemos para os especialistas discutirem. O sustento da casa era garantido, ou melhor, não era garantido, era, literalmente, cavado dia a dia. Não sabemos se o clã de Yosef era proprietário de algum pedaço de terra, ou se, sem terra, seus membros trabalhavam como diaristas para conseguir o pão de cada dia. Todos trabalhavam como camponeses arando, plantando, ceifando e cuidando, provavelmente de uma pequena vinha, bem como de algumas figueiras e oliveiras. Os tributos e impostos eram pesados e consumiam “um terço ou metade do que produziam “(PAGURA). A primeira palavra que Jesus falou foi certamente “immá”, mãe, em aramaico, idioma falado na Galileia, com sotaque bem característico, facilmente reconhecível pelos habitantes da Judeia. Dado o envolvimento menor dos homens com a criação das crianças, nesta idade, Jesus demorou um pouco mais a pronunciar “abba”, pai, denominando assim, carinhosamente, aquela figura que haverá de marcá-lo para o resto da vida e que será para ele a melhor imagem de Deus. Quando Jesus tinha cerca 4 anos, os romanos arrasaram Séforis, capital da Galileia e aldeias circunvizinhas. Como Nazaré ficava a 5 quilômetros de Séforis, certamente este acontecimento repercutiu fortemente na comunidade e se fez presente nas conversas e na educação das crianças. Até os oito anos, Jesus ficou sob os cuidados das mulheres: sua mãe, tias e irmãs, sempre presentes e vigilantes, até porque a mortalidade infantil era muita alta. Cuidados, carinho e a sensação de ser amado não faltaram ao menino Jesus.
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