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Parte III Texto IV O Novo Testamento – de sua origem aos nossos dias Informações extraídas dos livros de Gérard Bessiere: Jesus, o Deus surpreendente; e de Johan Konings: A Bíblia, sua origem e sua leitura (cf. Referências). São 27 os primeiros escritos cristãos que não se perderam e foram aceitos oficialmente como legítimos (canônicos) no Sínodo Africano de 399. Estes compõem o Novo Testamento, assim chamado em contraposição ao Antigo e designa a Aliança com Deus, renovada na pessoa de Jesus. São eles: quatro Evangelhos, os Atos dos Apóstolos, o Apocalipse e 21 cartas, sendo 14 atribuídas a Paulo e sete a outros apóstolos: João (2), Pedro (2), Tiago (1) e Judas (1). Todos escritos do ano 50 ao início do séc. II, ou seja, 20 a 70 anos após a morte de Jesus de Nazaré. Ao longo do séc. II, os quatro Evangelhos – ou o “Evangelho quadriforme” como designou Irineu (130 - 200) – eram os únicos reconhecidos pela Igreja entre os não poucos em circulação. De acordo com Bessiere, “os Evangelhos, como os demais escritos do Novo Testamento, constituem ‘best-sellers’ absolutos. Foram escritos em grego e hoje estão traduzidos para mais de 1800 línguas. A grande maioria das pessoas pode lê-los em sua língua materna”. Mas como esses escritos do primeiro século de nossa era chegaram a nós? Os originais, escritos pelos respectivos autores, estão perdidos para sempre, como todos os livros da Antiguidade. As testemunhas mais antigas são as cópias. O intervalo entre essas cópias e a época dos originais é pequeno se comparado ao tempo percorrido entre a época em que os grandes autores gregos e latinos escreveram suas obras e a data de seus exemplares mais antigos que possuímos. Para Virgílio, a distância é de 4 séculos; para César, de 9; para Platão, de 13; e, para Eurípedes, de 16; enquanto em relação aos Evangelhos, dispomos de textos completos do século IV, e de muitos fragmentos anteriores. Segundo Bessiere, entre estes fragmentos de manuscritos mais antigos, pode-se citar o papiro Bodmer II, conservado em Genebra e datado aproximadamente do ano 200, contendo dois terços do Evangelho de João. Mais antigo ainda, o papiro Rylands número 457, em fragmentos de 8,9 cm de altura e 6 cm de largura, está conservado em Manchester, apresentando algumas linhas de narração da Paixão no Evangelho de João, datado do ano 130, aproximadamente há 50 anos do original. Conforme Konings, “do Novo Testamento foram conservados mais de 5000 manuscritos antigos. Até 1935 só se conheciam cópias em forma de códice de pergaminho, do séc. IV em diante. Em 1935, porém, foi descoberto um pequeno trecho de papiro contendo alguns versículos de Jo. 18. Depois descobriram-se mais papiros”. Os mais antigos são, um do início do séc. II, e vários do séc. III. Entre as várias centenas de manuscritos anteriores ao ano 1000, dois são mais cultuados, do século IV, apresentando o Novo Testamento na íntegra: o Vaticanus, guardado na Biblioteca do Vaticano e o Sinaiticus, conservado no British Museum, de Londres, vindo de São Petersburgo e comprado ao governo soviético em 1933, por 200 mil libras. O pesquisador americano Bart D. Ehrman observa: “ao longo do séc. XX, arqueólogos desenterraram inúmeros papiros manuscritos mais de 150 anos anteriores ao Códice Sinaítico. Muitos deles são fragmentários, mas alguns são extensos. Até agora, cerca de 116 papiros se tornaram conhecidos e foram catalogados; eles contém partes da maioria dos livros do Novo Testamento” (op. cit. p. 300). “As citações encontradas em obras de autores cristãos dos primeiros séculos permitem observar o texto evangélico tal qual era lido nos séculos II e III. As traduções antigas dos Evangelhos, em latim, siríaco ou copta, algumas do séc. II, permitem ler os textos como eram lidos em lugares e situações diversas. Entre os séculos I e VIII, contam-se perto de 300 mil citações do Novo Testamento” (Bessiere, op. cit. p. 130-132). São chamadas versões “as diferentes formas que a Bíblia assumiu no decorrer dos séculos, tanto na língua original, como em traduções. As primeiras são a Septuaginta – a compilação e tradução para o grego, atribuída a 70 sábios judeus de Alexandria, iniciada no séc. III a. C. – e a Vulgata, tradução para o latim, então língua do povo, coordenada por S. Jerônimo no séc. IV d. C. e outras versões antigas de importância restrita – Siríaca, copta, armênia, etc. A divisão dos livros bíblicos em capítulos foi introduzida por Stephan Langton (1150 - 1228) e em versículos por Robert Estienne (1503 - 1559). Essas divisões nem sempre correspondem à estrutura e ao sentido do texto, além disso, foram modificadas no decorrer do tempo, de modo que as diversas edições da Bíblia exibem diferenças na numeração. Quando surgiu o movimento da Reforma Protestante, no fim da Idade Média, os reformadores – Lutero, Calvino, Tyndale – retomaram o que tinha o sido a proposta da Vulgata: oferecer a Bíblia na língua do povo. Só que então a língua do povo já não era o latim e sim o alemão, o francês, o inglês (...). O impacto maior veio de Martin Lutero que traduziu a Bíblia para o alemão, com grande arte literária, privilegiando a clareza e a expressividade acima da literalidade.” Depois do Concílio Vaticano II (1962 - 1965), a Igreja Católica publicou e tornou oficial a Nova Vulgata, que amiúde corrige o texto de Jerônimo, procurando, com base em pesquisas recentes, maior aproximação aos originais hebraico e grego. Constata-se uma crescente diversificação de traduções na mesma língua. O fenômeno não é novo: já na Antiguidade houve no mínimo quatro traduções para o grego, que Orígenes (185 - 250) publicou em colunas paralelas. Com o surgimento de diferentes denominações evangélicas, cada comunidade tem adotado sua própria tradução da Bíblia: luterana, presbiteriana, batista, sem se dar conta de que essas são necessariamente traduções interpretadas, o que exclui a pretensão de ser a única cristã. Entre as traduções ecumênicas recentes, destaca-se a Bíblia Tradução Ecumênica (TEB), São Paulo, Loyola, versão brasileira da canônica traduzida dos originais por um grupo interconfessional. Excelente bíblia de estudo” (Konings, op. cit. p. 19-20).
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